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Venda de Sávio pelo Galo aumenta lista de talentos que deixaram Brasil cedo

Formado pelo Atlético, atacante de 17 anos será repassado ao Grupo City assim que atingir a maioridade

16/03/2022 04:00 / atualizado em 15/03/2022 16:17
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Jovem atacante Sávio, de 17 anos, durante treino do Atlético na Cidade do Galo
foto: Pedro Souza/Atlético

Jovem atacante Sávio, de 17 anos, durante treino do Atlético na Cidade do Galo

Atlético e Grupo City apalavraram um acordo pela venda do atacante Sávio, de 17 anos, por 6 milhões de euros (em um primeiro momento). O ponta formado na Cidade do Galo é só mais um talento que deixa o Brasil cedo (relembre outros na galeria abaixo).

Sávio e outros talentos vendidos cedo



Savinho estreou pelo profissional em 2020, quando tinha apenas 16 anos. O desempenho na base fez brilhar os olhos dos dirigentes atleticanos, que aceleraram o processo de transição do garoto à equipe de cima.

O estrelado elenco do Atlético, porém, fez com que o canhoto não tivesse tanto espaço. Em quase dois anos de profissional, são 23 partidas disputadas (apenas sete como titular) e nenhum gol marcado.

Mesmo assim, o talento demonstrado na base o fez chamar a atenção do Grupo City. A expectativa é que o acordo seja oficializado em 10 de abril, data do aniversário de 18 anos - idade mínima para que ele se transfira para o futebol do exterior.

Jovens que deixam o país


Nos últimos anos, os talentos têm sido negociados cada vez mais cedo. Os casos mais emblemáticos são os dos atacantes Vinícius Júnior e Rodrygo, comprados pelo Real Madrid junto a Flamengo e Santos, respectivamente, quando ainda não tinham 18 anos.

A lista é enorme e ainda conta com nomes como Gabriel Martinelli, Douglas Luiz, Antony, entre outros que se destacaram no futebol europeu e passaram a ser convocados para a Seleção Brasileira pelo técnico Tite.

O cenário ideal projetado pelos clubes brasileiros é aliar ganho financeiro com rendimento técnico. "É preciso tomar cuidado para não queimar etapas. Em alguns casos, os clubes têm pressa para vender o jogador porque precisa usar esse dinheiro para sanar pendências financeiras", diz Júnior Chávare, diretor de base do Atlético na época em que Sávio se tornou profissional.

"Com isso, na maioria das vezes essas vendas ficam aquém do que poderiam se esse menino tivesse mais tempo para se desenvolver. Porém, cada dirigente sabe a realidade do seu clube e onde isso afeta no seu dia a dia”, completou.

Segundo o levantamento mais recente do observatório francês CIES Football, o Brasil é o país que mais exporta atletas para o mundo. De acordo com o estudo, são 1,2 mil jogadores atuando em 23 campeonatos.

Diante dessa vitrine mundial, os clubes brasileiros, sobretudo nos momentos de dificuldades financeiras, enxergam nos talentos da base uma oportunidade de arrecadação e vendem seus atletas de forma precoce para o exterior.
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