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Quirino lembra euforia por título do Atlético: 'Polícia bateu lá em casa'

Ex-atacante estava no Japão quando o Galo conquistou o título da Copa Libertadores, em 2013. Comemoração aos gritos chamou atenção da polícia local

27/02/2023 18:00 / atualizado em 28/02/2023 16:25
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Quirino, ex-Atlético, foi o entrevistado no 'Fala AE' desta segunda-feira (27/2)
foto: Reprodução/YouTube

Quirino, ex-Atlético, foi o entrevistado no 'Fala AE' desta segunda-feira (27/2)


Há quase dez anos, o Atlético alcançava a sua glória máxima ao bater o Olimpia, do Paraguai, na final da Copa Libertadores. Na virada de 24 para 25 de julho de 2013, o time alvinegro venceu por 4 a 3, nos pênaltis (2 a 0 no tempo normal), e levantou o troféu inédito do torneio sul-americano. Um dos milhões de torcedores que vibraram com a conquista estava do outro lado do mundo. Trata-se de Quirino, atacante formado nas categorias de base do Galo e que defendeu o time principal de 2003 a 2005.

Em 2013, Quirino atuava no Shonan Bellmare, da primeira divisão do Japão. Mesmo com a diferença de 12 horas no fuso-horário em relação a Belo Horizonte, ele fazia questão de acompanhar o clube do coração. No dia da final, o jogador extravasou tanto na comemoração que a polícia japonesa bateu na porta de sua casa para perguntar se havia acontecido alguma coisa. Felizmente tudo ficou esclarecido.

 

“Em 2013 eu estava no Japão, e o Atlético ia muito bem na Libertadores. Eu acompanhava todos os jogos. Na final, eu gritei tanto que a polícia bateu lá em casa para saber o que havia acontecido. Aí eu expliquei tudo e disse que não era nada. Ficou tudo certo”, contou Quirino, em entrevista ao podcast “Fala AE”, do jornalista Lauro Lopes, da TV Alterosa.

No ano seguinte, em 2014, Quirino jogava no Ventforet Kofu, do Japão, e tinha como companheiro Marquinhos Paraná, ex-volante do Cruzeiro. “Ele me falava que nunca tinha visto um jogador tão torcedor de um clube”, diz o ex-atleticano, que se considera um “privilegiado” por ter representado o time pelo qual é apaixonado desde criança e se mostra contente com a fase recente de títulos importantes - em 2021, o Galo ganhou o Mineiro, a Copa do Brasil e o Brasileiro.

“Fui privilegiado de poder jogador no clube do meu coração. Hoje vou a quase todos os jogos. Quando não vou, meus filhos me cobram e perguntam: ‘nossa, pai, não vamos aos jogos?’. Eu gosto muito de ver o Atlético da forma como está. Você vê o time com Hulk, grandes jogadores, é ótimo ver nesse patamar”.


Em 65 jogos pelo Atlético, Quirino marcou 14 gols. De 2006 a 2008, ele esteve no Djurgarden, da Suécia. Posteriormente, representou Consadole Sapporo (Japão), Daegu FC (Coreia do Sul), Shonan Bellmare (Japão), Al Shaab (Emirados Árabes Unidos), Ventforet Kofu (Japão) e Oita Trinita (Japão), Anápolis-GO (Brasil), Kagoshima United (Japão) e Felda United (Malásia).

Após a passagem pela Malásia, em 2019, o jogador encerrou a carreira e retornou a Belo Horizonte. Hoje, ele é empresário e faz a gestão de um complexo esportivo no bairro Alípio de Melo. Quirino contou ao podcast “Fala AE” que há um projeto de formação para atletas de 5 a 17 anos com o objetivo de levar os destaques a clubes profissionais.

Assista abaixo à entrevista na íntegra:



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