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Rodrigo Maia detona venda do Botafogo: 'Entregaram de graça'

SAF do clube foi vendida à Eagle Holding em troca de R$ 410 milhões de investimentos nos próximos anos

25/12/2021 17:29
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Rodrigo Maia não gostou da venda do Botafogo
foto: Reprodução/redes sociais

Rodrigo Maia não gostou da venda do Botafogo


O deputado federal Rodrigo Maia (sem partido), declarado torcedor do Botafogo, criticou nas redes sociais a venda de 90% das ações da Sociedade Anônima do Futebol do clube à Eagle Holding em troca de R$ 410 milhões de investimentos nos próximos anos.

A Eagle Holding pertence ao empresário americano John Textor, um dos sócios do Crystal Palace, da Premier League.

Maia usou sua conta no Twitter para fazer o desabafo. "Entregaram o Botafogo de graça. Usaram a operação do Cruzeiro para fingir que há um bom negócio pro Botafogo. Engano forte. Vender o clube para um comprador em dólar ou euro é fácil. Uma promoção do Black Friday".

A operação de venda do Botafogo foi intermediada por Pedro Mesquita, head de finanças da XP Investimentos, o mesmo responsável pela comercialização de 90% das ações da SAF do Cruzeiro a Ronaldo Nazário por R$ 400 milhões.

Assim como o Cruzeiro, o Botafogo tem dívida total estimada em R$ 1 bilhão. Caberá ainda ao novo investidor encontrar mecanismos de regularizar os débitos nos próximos anos.

Felipe Neto


Outro botafoguense ilustre, o youtuber e empresário Felipe Neto aprovou a venda do Botafogo e destacou que agora o clube será profissional.

"A maior conquista do Botafogo com a venda para o John Textor se chama PROFISSIONALIZAÇÃO! É o fim definitivo do clube viver de "ajuda", de empresários próximos, de gente tentando salvar. Agora será projeto, investimento, profissionais, planilhas. Isso é o que dá esperanças", disse.

Quanto ao valor, Felipe Neto considerou o negócio bom pelo tamanho da venda do Botafogo. "Isso é número pra torcedor ver. Assim como o Ronaldo no Cruzeiro. Lá anunciaram 400 milhões, mas são 40 milhões, podendo chegar em 400 ao longo de 10 anos. O importante da SAF é a compra da dívida e o investimento em time competitivo. Não entrarão 400 milhões no cofre".

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