CAMPEONATO MINEIRO

Final entre Cruzeiro e Atlético colocará frente a frente calouros contra veteranos

O Gigante da Pampulha será palco do duelo entre um Cruzeiro com muitos estreantes na finalíssima do Estadual e um Atlético recheado de jogadores acostumados à disputa do título da competição

postado em 28/04/2017 10:00 / atualizado em 28/04/2017 09:13

ARTE / EM DA PRESS


O clássico entre Cruzeiro e Atlético colocará frente a frente uma equipe formada basicamente por calouros em finais no Mineiro e outra de atletas bastante acostumados a disputar o título. Enquanto a final local é inédita para oito dos principais jogadores celestes, ela é velha conhecida de ao menos oito dos protagonistas alvinegros.

Pela Raposa, estreiam na decisão o zagueiro Caicedo, o lateral-esquerdo Diego Barbosa, o volante Hudson, os armadores De Arrascaeta e Thiago Neves e os atacantes Rafinha, Rafael Sobis e Ábila. O lateral Ezequiel é outro, mas como não vem treinando com os companheiros devido a desgaste muscular, é dúvida para a partida, devendo ser substituído pelo prata da casa Mayke.

Apesar do ineditismo, eles sabem a importância da final, principalmente por ser diante do maior rival. E também querem coroar o trabalho feito até agora, que, segundo eles, foi árduo, tendo exigido muito, mesmo quando o adversário era de menor expressão

“O Campeonato Mineiro é difícil, com jogos complicados no interior. Passamos por isso e estamos na final. É a primeira no clube, o que torna ainda mais importante conquistar o título. Vai me dar ainda mais confiança para o restante da temporada”, afirma Diogo Barbosa, um dos contratados pelo clube para esta temporada.

Ele não demorou a se adaptar e assumiu rapidamente a condição de titular em uma das posições mais concorridas na equipe – o técnico Mano Menezes conta também com Fabrício e Bryan. Além disso, vem se tornando peça fundamental na equipe, com importantes assistências.

Agora, espera ajudar ainda mais, sonhando até em fazer o primeiro gol com a camisa celeste. Para isso, pretende manter a maneira de atuar, mesmo que saiba que o adversário é bastante qualificado.

“Não gosto de apoiar, eu adoro. E não vou mudar minhas características, pois posso prejudicar meu time. E isso vale para todos os jogadores. Chegamos até aqui jogando assim, cada um fazendo sua filosofia de jogo, e vamos mantê-la”, argumenta o jogador, que foi titular nos dois clássicos com o Atlético este ano.

Outro que disputa a primeira final de Mineiro na carreira é o atacante Rafael Sobis. No clube desde julho do ano passado, ele já teve oportunidade de jogar o clássico com o Atlético em outras oportunidades, mas considera que agora é diferente, até pela vantagem do adversário, que será campeão com dois empates.

“São jogos diferentes dos que passaram porque aqueles eram momentos de pontos corridos. Agora são dois jogos, eles estão com a vantagem, têm estratégia diferente, uma outra forma de pensar. Temos de lembrar que são dois jogos, não vai decidir em um. Chegou a final tão sonhada por todo mundo, os dois grandes clubes, duas grandes potências do Brasil, está sendo muito legal viver esta semana. Estamos bem servidos e esperamos que a estrela dos jogadores daqui, campeões, brilhem e que possamos levar esse título importante”, declara o jogador.

EXPERIÊNCIA Em busca de sua 44ª conquista mineira, o Atlético aposta na experiência e no currículo vencedor de seus jogadores. O lateral Marcos Rocha e o zagueiro Leonardo Silva vão para sua sexta decisão de Campeonato Mineiro e buscam o quarto título. Já o goleiro Victor disputará sua quinta final, tendo sido campeão em 2013 e 2015. O volante Rafael Carioca e o armador Maicosuel também estavam no grupo campeão há três anos, superando a Caldense.

Carioca, que estava na equipe que perdeu para o América no ano passado, espera que o Galo possa aproveitar da vantagem diante de seu maior rival para voltar a conquistar um título: “A gente vai ter que estudar muito, fazer um jogo de inteligência, um jogo de xadrez, mas nunca fugindo da nossa característica. É ir para vencer o jogo, porque a gente tem a vantagem, mas ela é mínima. Então, não podemos deixar essa vantagem debaixo do braço e entrar com a vantagem”.

O atacante Fred vive caso peculiar: ele estará pela primeira vez em um jogo decisivo com o Galo, mas jogou com o Cruzeiro em 2005 – terminou como artilheiro, com 13 gols, mas sua equipe perdeu para o Ipatinga. Robinho e o equatoriano Cazares, que chegaram no ano passado, não conseguiram evitar a perda da conquista para o América. Último a chegar, o armador Marlone estava no grupo do Cruzeiro campeão de 2014, mas disputará sua primeira decisão mineira.

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