CLÁSSICO

Cruzeiro x Atlético: Mineirão rompe contrato de camarote onde houve briga generalizada

Permissionário responsável pelo local ainda foi multado pelos incidentes

postado em 13/11/2019 18:23 / atualizado em 14/11/2019 12:10

(Foto: Alexandre Guzanshe/EM/D. A Press)
A concessionária Minas Arena informou nesta quarta-feira que rompeu o contrato com o proprietário do camarote no Mineirão onde torcedores do Cruzeiro e do Atlético entraram em confronto no clássico do último domingo. A administradora do estádio ainda multou o permissionário responsável pelo local, por entender que houve “conduta inadequada de convidados”.


Veja a nota da Minas Arena:

O Mineirão informa que, após identificado o camarote no qual aconteceram os incidentes registrados na partida do último domingo, o permissionário responsável pelo seu uso foi multado e teve o contrato rescindido por uso irregular e conduta inadequada de convidados.

A administração do estádio reitera que repudia quaisquer atos que incitem a violência e que, desde os incidentes do último clássico, toma todas as medidas cabíveis e contribui diretamente com as investigações.

Mineirão virou praça de guerra após o empate por 0 a 0 entre Cruzeiro e Atlético. Cruzeirenses e atleticanos se enfrentaram em confusão que envolveu invasão de setor, quebra de cadeiras, bombas de efeito moral e gás de pimenta. 
 
A confusão se iniciou pouco depois de o jogo acabar, por volta das 18h. Torcedores de Atlético e Cruzeiro começaram a se provocar com cânticos.





Atleticanos, então, invadiram o setor Mineirão Tribuna e camarotes destinados originalmente a cruzeirenses. Para isso, entraram em confronto com seguranças privados do estádio.

Quando a invasão se consumou, torcedores do Cruzeiro responderam e também partiram para o confronto. Foi aí que o Mineirão virou praça de guerra.


Em número pequeno, policiais militares, que demoraram a chegar, interviram com tiros para o alto, bombas de efeito moral e muito gás de pimenta. A correria, então, se intensificou.

Torcedores partiram em direção à área interna de camarotes. O gás de pimenta chegou aos corredores do Mineirão e às regiões de aglomeração de pessoas, onde muitos passaram mal e precisaram ser atendidos em ambulâncias.

Depois, a confusão seguiu generalizada no estacionamento, próximo dos camarotes e do vestiário do Cruzeiro.

Segundo a Minas Arena, 580 profissionais da empresa privada Esquadra estavam escalados para fazer a segurança do clássico. Aproximadamente 130, porém, não foram ao trabalho por diversos motivos, entre eles o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), aplicado durante a tarde de domingo.

A responsabilidade da segurança interna do Mineirão é da empresa privada. O Batalhão de Choque da Polícia Militar só intervém em caso de confronto, como ocorreu após o jogo. 

Em função da violência em mais um clássico, Cruzeiro e Atlético entraram em consenso sobre a realização de jogos com uma só torcida a partir de 2020. Apenas o mandante poderá comercializar ingressos.

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