JUSTIÇA

TJMG extingue processo contra suspeitos de chamarem segurança de macaco

Episódio aconteceu no Mineirão, em 2019; Natan Siqueira e o irmão Adrierre Siqueira se envolveram em uma discussão com o segurança Fábio Coutinho

postado em 08/05/2021 11:55 / atualizado em 08/05/2021 12:15

(Foto: Reprodução)
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) extinguiu o processo que acusava dois irmãos, Natan Siqueira e Adrierre Siqueira, de injúria racial contra o segurança Fábio Coutinho do estádio Mineirão, em Belo Horizonte. 

O Ministério Público havia oferecido denúncia contra Adrierre, de 37 anos, e Natan, de 28, por xingarem Fábio de "macaco" num clássico entre Atlético e Cruzeiro disputado no dia 10 de novembro de 2019.

Os irmãos negaram e disseram à Justiça que usaram a palavra "palhaço". Adrierre teria ainda cuspido em Fábio e gritado: “Olha sua cor!”. Alguns dias após o acontecido, ele disse que estava arrependido.

Na decisão, a juíza Luziene Barbosa Lima alegou erro na denúncia para extinguir o processo. Segundo ela, deveria ter sido feita uma queixa-crime e não denúncia, pois, ainda de acordo com a magistrada, a situação é de injúria e não crime de racismo. A juíza ainda frisou que existe dúvida se houve o xingamento "macaco" em vez de "palhaço".

Torcedores do Atlético, Natan Siqueira e Adrierre Siqueira faziam parte do programa de sócios do clube, o Galo na Veia, mas foram excluídos pela direção. "O Clube Atlético Mineiro informa que os dois torcedores identificados pela Polícia Civil, acusados de praticar injúria racial no clássico do último domingo, pertenciam ao programa Galo na Veia, embora inadimplentes. De qualquer forma, ambos foram desligados do programa de sócio-torcedor do Clube", anunciou o Atlético na época. 

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