Vôlei
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Primeiro passo rumo ao deca

Sem Giba, Murilo e Vissotto, Bernardinho aposta em grupo renovado para confrontos que abrem participação brasileira na Liga Mundial. Treinador promete fazer experiências

postado em 18/05/2012 08:29 / atualizado em 18/05/2012 08:38

Alexandre Arruda/CBV/Divulgação
Em busca do decacampeonato, o Brasil estreia hoje, às 21h (de Brasília, Sportv), no Ricoh Coliseum, em Toronto, Canadá, na Liga Mundial Masculina de Vôlei, diante da Polônia. O jogo é válido pelo Grupo B, que terá ainda Canadá x Finlândia, às 17h. A Seleção Brasileira é uma grande incógnita, pois Bernardinho não conta com jogadores considerados titulares, como o oposto Leandro Vissotto e os ponteiros Giba e Murilo, que ficaram no Centro de treinamento da CBV, em Saquarema, recuperando a forma física. Por esse motivo, o Brasil será um time bastante modificado em relação à última competição de que participou, a Copa do Mundo do Japão, em outubro do ano passado, quando garantiu a classificação para os Jogos Olímpicos de Londres.

Bernardinho não havia definido, ontem, qual será a equipe titular para esse confronto. As dúvidas estão em todas as posições. Elas começam na posição de levantador, pois o técnico não definiu quem começará, se Ricardinho, que se for o escolhido estará fazendo a sua reestreia na Seleção, ou Bruno, que terminou a temporada passada como reserva de Marlon, que ficou de fora da lista dos 18 que participam da Liga.

Pelo que se viu nos treinos em Toronto, a tendência é que o treinador escale Ricardinho, pois, além de testar o levantador, quer colocá-lo em seu melhor ritmo o mais rapidamente possível. A preferência por Ricardinho tem outra justificativa: o técnico entende que seria também uma maneira de lapidar o outro levantador, seu filho Bruno, que teria assim um excelente professor.

Na posição de meio de rede, a julgar pela última edição da Superliga, a lógica seria escalar Lucão e Sidão, aliás, os dois sempre foram bem quando atuaram juntos na Seleção. No entanto, existem duas outras opções: Rodrigão e Éder.

Rodrigão é um dos mais experientes do grupo. Esteve em oito das nove conquistas brasileiras na competição. Ele está confiante num bom início de trajetória para a seleção. “Estamos treinando juntos há cerca de um mês e o grupo está muito bem preparado e entrosado. Mesmo sabendo que a Polônia é um adversário forte, acredito que temos totais condições de conquistar uma vitória na estreia.”

Já na posição de oposto, a tendência é que ele comece com Théo, deixando Wallace no banco. Nas pontas, uma situação que parece mais definida, embora o treinador tenha levado cinco jogadores para o Canadá. Além de Maurício, do Cruzeiro, e Lucarelli, do Minas, ele conta com Dante, João Paulo Bravo e Thiago Alves. A tendência é que Dante, titular incontestável em todas as convocações, e Thiago Alves, comecem jogando. Resta saber quem sobrará.

Preparação Bernardinho não pensa apenas na Liga Mundial, mas encara a competição como preparatória para os Jogos Olímpicos. Ele não chega a dizer que o resultado dessa competição pouco importa, mas dá pra notar que o título, dessa vez, parece não ser o mais importante, e sim, aproveitá-la para entrosar a equipe. Por isso, existe uma grande possibilidade de que Maurício ou Lucarelli apareçam entre os 12 relacionados para esse primeiro fim de semana.

O certo é que cada vez mais a Liga Mundial aparece como laboratório para o torneio maior. E como o treinador anda à procura de novidades, não será, também, nenhuma surpresa se o treinador escalar os três jogadores das equipes mineiras, Wallace, Maurício e Lucarelli, juntos, numa partida. Polônia, Rússia, EUA, Itália e Bulgária são as seleções apontadas como favoritas ao título, junto com o Brasil.

O adversário

Força polonesa


A Seleção da Polônia está resgatando uma tradição no vôlei masculino. Foi campeã mundial em 1974 e olímpica em Montreal’1976. Um trabalho de reestruturação vem sendo feito e já começou a render frutos há dois anos, pois foi campeã europeia em 2009 e terceira na competição do ano passado. Foi o segundo colocado na Copa do Mundo’2011, competição que definiu três classificados para os Jogos Olímpicos e surpreendeu ao terminar na frente do Brasil. Tem um técnico bastante experiente, Andrea Anastasi, ex-jogador da Seleção Italiana, que também comandou no Mundial de 2010, vencido pelo Brasil. Assumiu o comando da esquadra polonesa em 2011 e manteve a base campeã europeia dois anos antes. Os destaques do time são o ponteiro Jarosz, de 1,95 metro, e o levantador Zydaglo. Ambos jogam na Itália. O time tem jogadores altos, como o gigante Mozdzonek, de 2,11m, além de Mika e Kosok, com 2,06m, e Nowakowski, com 2,05m.

Todos os campeões

Nº de títulos Seleção


9 - Brasil
8 - Itália
2 - Rússia
1 - EUA
1 - Cuba
1 - Holanda