DIA INTERNACIONAL CONTRA A HOMOFOBIA

Engajados em causas sociais neste ano, América, Atlético e Cruzeiro ignoram o Dia Internacional Contra a Homofobia

Mineirão, por sua vez, manifestou-se sobre a data nessa quinta-feira

postado em 18/05/2018 14:43 / atualizado em 21/05/2018 13:37

Reprodução/ Twitter Esporte Clube Bahia @ECBahia
O ano de 2018 vem sendo marcado pela participação de América, Atlético e Cruzeiro em causas sociais. Um dos exemplos marcantes foi no Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, quando os três publicaram posts nas redes sociais e, além disso, promoveram ações diversas. Entretanto, uma data específica foi 'esquecida' pelos mineiros: o Dia Internacional Contra a Homofobia.

A data foi celebrada nessa quinta-feira, 17 de maio, com o intuito de combater a LGBTQfobia. Segundo relatório da Anistia Internacional, divulgado em 7 de março deste ano, o Brasil foi o país que mais matou pessoas da comunidade LGBTQ em 2017. Os dados apontaram 445 homicídios no ano passado, cerca de um a cada 19 horas.

Os clubes mineiros da Série A do Campeonato Brasileiro, pelo menos pelas redes sociais, não se manifestaram sobre a data. Tal atitude vai na contramão do que ocorreu em diferentes momentos até então.

A título de exemplo, em 21 de março, o Atlético produziu um vídeo sobre o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial. No mesmo dia, o Cruzeiro realizou ações sobre o Dia Internacional da Síndrome de Down.

O Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, foi uma unanimidade entre os clubes mineiros da Série A. Com ações distintas, América (vídeo com a equipe feminina), Atlético (campanhas para incentivar denúncias de violência contra a mulher) e Cruzeiro (distribuição de ingressos 14 mil ingressos para que mulheres fossem a uma partida no Mineirão) se atentaram à data.

O Atlético, por meio da assessoria de comunicação, alegou que estava fora de Belo Horizonte nessa quinta-feira (estava em Chapecó, por conta do jogo das oitavas de final da Copa do Brasil) e que estas campanhas são realizadas por uma agência, em parceira com a comunicação e o marketing do clube, e que não há nenhuma razão específica para a falta de uma ação. O Galo salientou que abomina qualquer gesto discriminatório, seja de cunho homofóbico, racial, xenofóbico ou machista. América e Cruzeiro, até o momento da publicação desta reportagem, não retornaram o contato.

Apenas quatro dos 20 da Série A se manifestaram

Entretanto, a “ausência” de ações em 17 de maio não foi exclusividade dos três grandes de Minas Gerais. Dos 20 clubes do Brasileirão, apenas Bahia, Grêmio, Internacional e Vasco promoveram campanhas nas redes sociais. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também foi uma exceção e se manifestou sobre o dia, assim como o Mineirão, que realizaram um post no Twitter a respeito do tema.

Tais ausências encorpam, com razão, a ideia de que o futebol é um esporte machista e homofóbico, uma vez que os clubes ainda não se preocupam com a questão da diversidade. O Dia Internacional do Orgulho LGBT, em 28 de junho, será uma nova oportunidade para as diretorias repensarem a situação.

Campanha Bahia:


Campanha Grêmio:


Campanha Internacional:


Campanha Vasco:

Campanha Mineirão:


Campanha CBF:


Campanha Atlético: contra a discriminação racial


Campanha Cruzeiro: inclusão Síndrome de Down


*Estagiário sob supervisão do subeditor Daniel Seabra

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