Clássico 500

CLÁSSICO 500

Atlético x Cruzeiro: curiosidades do clássico

Principal clássico mineiro chega à edição 500: relembre curiosidades

postado em 02/07/2017 06:09 / atualizado em 01/07/2017 18:03

Oléééééé!

Natal era o terror da torcida atleticana. Era conhecido como “Diabo Louro”. Foi quando o Galo contratou o lateral Cincunegui, que apesar de ser um jogador da direita, estrearia justamente no clássico para marcar Natal. E ele ganhou todas as jogadas até os 29min do segundo tempo. Foi quando Natal passou por ele pela primeira vez. Num encontro entre eles, em 2006 (foto acima), Natal é perguntado sobre o que teria gritado para seu marcador. “Eu não sou doido. Ele me quebraria”. Mas Cincunegui logo desmente. “Gritou sim: olééééé...”

r Amaral/Estado de Minas - 09/08/2006


O túnel de Kalil

De tanto se queixar de que o Cruzeiro era sempre favorecido pelo bandeirinha, que ficava à frente do seu túnel e banco de reservas, em 1984 o presidente do Atlético, Elias Kalil, mandou construir um túnel do lado da torcida atleticana, atrás do outro assistente, no Mineirão. Alardeou que o Cruzeiro não teria mais a vantagem de só ele poder gritar com o bandeira. No entanto, depois do primeiro clássico, o próprio dirigente desistiu da ideia, pois o sol era frontal e ninguém aguentava. A ideia durou pouco.

Jorge Gontijo/Estado de Minas - 09/11/1984


Quem fala demais...

Às vésperas da decisão do Campeonato Mineiro de 1977, o volante Toninho Cerezo deu uma declaração à imprensa afirmando que enquanto ele, Reinaldo e Paulo Isidoro estivessem no Atlético, o Cruzeiro não seria campeão (anos depois, os três jogariam pela Raposa). O Galo venceu a primeira partida da final por 1 a 0. Antes da segunda partida, a comissão técnica da Raposa usou as palavras do capitão atleticano para motivar os jogadores celestes. Resultado: o Cruzeiro venceu as duas partidas seguintes, por 3 a 2 e 3 a 1, e foi o campeão. Vinte e dois anos depois, Alvimar Perrella, irmão do então presidente Zezé Perrella, deu uma entrevista a um programa de televisão dizendo que um clube organizado como o Cruzeiro e com o pagamento em dia não perderia duas vezes seguidas para o Atlético. Os rivais disputavam uma vaga nas quartas de final do Brasileiro e o Galo havia vencido o primeiro jogo por 3 a 2. E venceu também o segundo, por 4 a 2.

Reprodução


Gols marcantes

No Campeonato Brasileirão de 1996, o Atlético tinha uma série de seis jogos sem perder para o Cruzeiro. Os jogadores cruzeirenses se sentiam cobrados por isso. Pois o time celeste quebrou o tabu, ganhando por 2 a 1. O gol de Paulinho McLaren, que deu a vitória ao Cruzeiro, entrou para a história pela comemoração do jogador, que imitou uma galinha depois. Em 2007, o Atlético goleou por 4 a 0, mas o quarto gol é inesquecível para a torcida alvinegra. Depois de sofrer o terceiro, o goleiro Fábio caminhou em direção ao seu gol, reclamando de seus companheiros. Enquanto isso, o Cruzeiro dava a saída, mas o atacante Araújo perdeu a bola e Éder Lopes lançou o centroavante Vanderlei, que driblou Luisão e empurrou a bola para as redes, enquanto Fábio ainda caminhava, de costas para o lance.

Gualter Naves/EM/D.A Press


 Arquivo Estado de Minas
Wanderléa

Por usar a camisa amarela e ter longos cabelos loiros, o goleiro Raul era a vítima preferida pelos torcedores atleticanos, que começavam a gritar “Wanderléa, Wanderléa...” – era uma comparação com a cantora da Jovem Guarda –, desde que ele aparecia no túnel de acesso ao gramado e, principalmente, quando se dirigia ao gol do lado da torcida do Galo. Mas o goleiro jamais se importou. “Gostava daquilo, que mexessem comigo. Quando mais gritavam, mais eu pegava. E sei que a cada defesa, morriam de raiva.”

Time reserva

Em 6 de outubro de 1979, o Cruzeiro empatou com o Atlético em 1 a 1, pelo Campeonato Brasileiro, no entanto, um episódio chama a atenção: na rodada anterior, três dias antes, o Cruzeiro perdeu para o Goiás, por 3 a 1, em Goiânia, houve uma briga generalizada e 10 jogadores do time celeste foram expulsos. Só o ponteiro Joãozinho não levou o vermelho. E para o clássico, dos titulares, apenas dois jogadores poderiam jogar: Nelinho, que ficou de fora da partida em Goiás, por estar sem contrato, e Joãozinho.

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