Clássico 500

CLÁSSICO 500

Ronaldo e Ronaldinho: melhores do mundo enriqueceram história do clássico mineiro

Craques de alcance mundial colocaram talento a serviço de Cruzeiro e Atlético e também têm histórias marcantes na maior rivalidade mineira

postado em 02/07/2017 06:11 / atualizado em 01/07/2017 18:03

Juarez Rodrigues/EM/D.A Press e Alberto Escalda/Estado de Minas - 01/05/1994

A história do clássico tem um tempero especial com a participação de dois craques de alcance mundial. Dois Ronaldos que encantaram o mundo e, quiseram os deuses do futebol, puseram seu talento a serviço dos dois maiores times mineiros. O Fenômeno surgiu para o planeta bola com a camisa celeste – atuou no clube entre 1993 e 1994. E foi envergando as cores alvinegras como segunda pele, de 2012 a 2014, que o Gaúcho mostrou os últimos lances de sua magia, embora continuasse a atuar.

Ainda magrelo, mas já dando mostras do talento que o alçou ao estrelato, Ronaldo estreou no Mineirão, pelo Cruzeiro, justamente num jogo contra o Galo – em 28 de julho de 1993. Entrou no decorrer da partida no lugar de Tôto e teve atuação discreta. A Raposa saiu vencedora por 2 a 1.


O grande lance dele num clássico é também um dos mais lembrados ainda hoje pelos cruzeirenses. Em 6 de março de 1994, ainda com 17 anos, entortou o zagueiro Kanapkis (então titular da Seleção Uruguaia e eleito, um ano antes, o melhor da posição em todo o continente), que caiu no chão na tentativa de parar o atacante. De quebra, Ronaldo marcou os três gols do triunfo celeste por 3 a 1.

Em entrevista ao Superesportes, Kanapkis confidenciou ainda ser atormentado pelo drible: “Sempre que jogo meu nome na internet, aparece essa jogada, entre outras coisas. Realmente caí. Tentei me levantar o mais rapidamente possível... Ele era muito rápido, no mano a mano era impossível de marcar. Por mais que fosse novo, já era um craque”. O ex-zagueiro também fez uma revelação especial:” Depois de um clássico, nos encontramos em uma cervejaria, que tinha torcedores de Atlético e Cruzeiro. Ele me viu, me abraçou. Já sabia que seria um grande jogador e uma grande pessoa”.

Paulo Filgueiras/Estado de Minas -02/03/1993

Tostão, um dos maiores (para muitos, o maior) jogadores que vestiram a camisa azul, considerou Ronaldo o maior craque que atuou pelo Cruzeiro: “Com certeza, foi o maior jogador que passou pelo Cruzeiro. Não é que tenha sido o maior jogador do Cruzeiro, pois ficou pouco tempo no clube, mas deixou sua marca como eu, o Dirceu Lopes e tantos outros”.

Decisivo e marcante

A trajetória de Ronaldinho Gaúcho no Atlético foi gloriosa, marcada por lances geniais e títulos, especialmente o da Copa Libertadores de 2013. Em quase dois anos e dois meses do Galo, R49 ficou sete vezes frente a frente com o maior rival alvinegro, num retrospecto equilibrado: duas vitórias, três empates e duas derrotas. Foram dois gols, curiosamente ambos com maioria cruzeirense no estádio.

Juarez Rodrigues/EM/D.A Press

O primeiro foi logo na estreia em clássicos, em 26 de agosto de 2012, pelo Campeonato Brasileiro, no Independência. Com o Mineirão fechado, em obras para a Copa das Confederações '2013 e a Copa do Mundo'2014, a partida teve mando da Raposa e apenas torcedores celestes estavam na arena do Horto. Ronaldinho foi responsável por um lance que deixou incrédulos os cruzeirenses: aos 45min do segundo tempo, ganhou uma disputa de bola com o volante Marcelo Oliveira no meio-campo e arrancou com ela até a área celeste. Antes de finalizar, passou pelo jovem Lucas Silva e fintou Marcelo Oliveira. A partida terminou 2 a 2, já que aos 56 a Raposa voltou a igualar o placar com o zagueiro Mateus.


Em enquete feita pelo Superesportes em março deste ano, esse gol de Ronaldinho foi eleito o mais bonito entre os 300 do Atlético do novo Independência.

Ele também foi decisivo ao marcar, de pênalti, o gol que garantiu ao Galo o título estadual de 2013. Em 19 de maio, num Mineirão tomado pelos celestes – visitante, o alvinegro teve 10% da carga de ingressos –, ele balançou a rede para o Atlético, que perdeu por 2 a 1, mas levou a taça por ter goleado na ida, no Horto, por 3 a 0.

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