Clássico 500

CLÁSSICO 500

Ídolos de Atlético e Cruzeiro elegem clássicos especiais e grandes marcadores

Tostão, Reinaldo, Dirceu Lopes e Dario relembram grandes jogos

postado em 02/07/2017 06:10 / atualizado em 01/07/2017 18:03

Tostão

“Um clássico especial foi um que o Cruzeiro venceu por 4 a 0 (5 de março de 1967, pelo Campeonato Brasileiro). O Atlético tinha uma volante chamado Wanderley (Paiva), que era muito bom volante. E como eu vinha de trás, era o volante que me marcava. E teve um gol do Cruzeiro que eu dei um drible de corpo e ele caiu e ficou de joelhos. E eu dei o passe para um dos gols. Existia muita rivalidade, no meio dos anos 60 e antes também. Mas por volta de 65, durante cinco ou seis anos, o Cruzeiro tinha um time muito melhor, e ganhava quase tudo. Depois teve um período, quando surgiu um time muito bom do Atlético, que a coisa se inverteu. São dois dos principais times do Brasil. Em relação a marcador, me lembro muito do Grapete. Eu era muito marcado pelo Wanderley (Paiva) ou pelo Grapete.”

Arquivo EM/D.A Press - 07/03/1967


Reinaldo

“O clássico especial pra mim foi em 1976, na final do Campeonato Mineiro. O Atlético ganhou por 2 a 0. Eu marquei um gol e o Marcelo marcou outro [o Mineiro foi decidido em 1977, em 3 de abril].

O clássico é o avant-première do futebol. Eu me dedicava muito para marcar nos clássicos e gostava muito de marcar nestes jogos. Eu fiz muitos gols em clássicos, mas, também, com aquele time do Atlético era mais fácil.

No meio dos anos 1960, o Cruzeiro cresceu rapidamente. E aí o futebol em Minas ficou muito polarizado. Seria interessante se existissem mais clubes no estado. Geraldão foi meu grande marcador. Era um grande zagueiro. Eu estava no final de carreira e ele estava começando.”

03/04/1977. Arquivo EM/D.A Press. Brasil.


Dirceu Lopes

“Eu dava sorte contra o Atlético. Era sempre decisivo. Antes do Cruzeiro de 65, o jogo mais importante era Atlético e América, chamado “o clássico das multidões”. 

Ainda no juvenil, com Pedro Paulo e Natal, começamos a fazer grandes jogos contra o Atlético e passamos a ganhar. O Cruzeiro não conquistava o Mineiro havia 13 anos. Daí, fomos para o profissional e o time cresceu junto com a torcida. Um clube depende do outro no que diz respeito ao crescimento de ambos. Um não é nada sem o outro. É graças à rivalidade. O meu maior clássico foi a vitória por 2 a 1 em 1969, pelo Robertão. Tínhamos nove desfalques. O Atlético vivia o “Já ganhou”. Marquei os dois gols. Meu melhor marcador foi o Vantuir Galdino, que jogava duro, mas sempre foi leal. Nunca deu pontapé.”

29/12/1969. Credito: Arquivo O Cruzeiro/EM. Brasil


Dario

“Eu cheguei para o Atlético sem saber de nada. Aos poucos, fui entendendo o que era o clássico contra o Cruzeiro. A rivalidade era e ainda é enorme. Mas um clube não vive sem o outro. Os dois clubes estão hoje entre os principais times do Brasil por causa dessa rivalidade. Um quer sempre ser melhor que o outro. Meu maior jogo foi o que quebrou o tabu de cinco anos sem vencer o Cruzeiro. Ganhamos por 2 a 1 e fiz um dos gols. Lembro que antes da partida nosso time já parecia derrotado. Disse para eles que não tinha nada disso que eram 11 contra 11 e que iríamos ganhar. E isso aconteceu. Basta querer para fazer. Meu maior marcador no clássico foi, sem dúvida alguma, o Procópio. Acredita que nunca marquei um gol em cima dele? E sempre foi um beque leal, que não dava pancada. Marcava na moral.”

Arquivo EM


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