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Relembre os técnicos que tentaram tirar o Atlético da fila no Brasileirão

Entre o triunfo de Telê Santana e a glória de Cuca, treinadores dos mais diversos estilos dirigiram o Galo em partidas da Série A

06/12/2021 05:00 / atualizado em 06/12/2021 08:40
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Depois de Telê (dir.), Cuca (esq.) quebrou jejum depois de cinquenta anos
foto: Pedro Souza/Atlético; Arquivo/EM

Depois de Telê (dir.), Cuca (esq.) quebrou jejum depois de cinquenta anos



Campeão brasileiro em 1971, o Atlético demorou 50 anos para voltar a comemorar o título do principal torneio de futebol no país. As agruras vividas pela torcida foram tantas que Telê Santana, comandante do time vencedor da primeira edição do nacional, conquistou duas vezes o Mundial de Clubes e foi a duas Copas do Mundo com a Seleção Brasileira, mas não conseguiu, em edições posteriores, reviver, com o Galo, a conquista da Série A. Coube a Cuca, o libertador de 2013, acabar com o sofrimento da torcida alvinegra e levar à sede de Lourdes a cobiçada taça.

Antes de experimentar a glória ao lado dos atleticanos, Cuca foi um dos cinco treinadores que precisaram se contentar com o vice-campeonato brasileiro. Agora, depois de pôr fim ao jejum de meio século, o treinador mira a Tríplice Coroa: as finais da Copa do Brasil, contra o Athletico-PR, batem à porta - serão em 12 e 15 de dezembro.

De Telê Santana a Cuca: técnicos que tentaram tirar o Atlético da fila no Brasileirão



Na incessante perseguição ao bicampeonato, os dirigentes alvinegros lançaram mão das mais diversas fórmulas: buscaram técnicos consagrados, tentaram soluções caseiras, apostaram em nomes promissores e recorreram a comandantes estrangeiros. O retorno de velhos conhecidos, sobretudo em momentos de dificuldade, também foi receita recorrente.

A seguir, o Superesportes relembra histórias vividas por alguns deles. A sequência de treinadores pode ser vista na galeria de fotos acima.

Cinco bateram na trave


Depois de Telê, cinco técnicos chegaram muito perto de dar ao Atlético o tão sonhado segundo troféu. Na edição de 1977, cuja decisão foi disputada já no ano seguinte, Barbatana, lendária figura da história alvinegra, viu o seu time perder a final para o São Paulo nos pênaltis. Mesmo invicto, o Galo ficou com o vice.

A geração do ídolo Reinaldo voltou a bater na trave. No campeonato de 1980, terminado em duelos contra o Flamengo, o técnico era Procópio Cardozo. O Rubro-Negro levou a taça pelo critério de desempate.

Em 1999, outro ídolo atleticano levou o time à final: Humberto Ramos. Dessa vez, o algoz foi o Corinthians. Em 2012, Cuca ensaiou a conquista que chegou neste ano, mas viu o Fluminense faturar o caneco. Três anos depois, novamente em batalha contra o alvinegro paulista, o time de Levir Culpi sucumbiu.

O bi na voz da Massa: torcedores do Galo falam sobre a emoção da conquista



Lembra deles?


Em meio às tentativas de emplacar boas campanhas no Brasileiro, o Atlético contratou nomes que, se citados nas rodas de conversa formadas no entorno do Mineirão, dificilmente serão lembrados. E, em matéria de treinadores "alternativos", os anos 1990 são referência.

Até mesmo Carlos Alberto Torres, capitão do tricampeonato mundial brasileiro, foi chamado para comandar os jogadores atleticanos, em 1998. Dois anos depois, os cartolas acionaram outro ícone da Seleção: Carlos Alberto Parreira. Houve tempo, também, para Moisés Matias de Andrade (1993), célebre figura do Bangu-RJ durante os tempos de gestão do bicheiro Castor de Andrade. 

Figuras carimbadas do futebol do interior mineiro também "bateram ponto" na Vila Olímpica. Vantuir Galdino, por exemplo, participou das campanhas de 1992 e 1998. Valdonedo Xavier, o Nedo, que você, leitor, provavelmente viu na área técnica do Boa Esporte em jogos do Campeonato Mineiro, participou da campanha da Copa João Havelange, equivalente ao Brasileirão de 2000.

Hoje famoso na internet por causa de socos trocados com um jornalista, Jair Picerni chegou ao Galo em 2004, credenciado por boas campanhas com o São Caetano. Durou pouco tempo.

Passagens apagadas tiveram, também, figuras como Paulo Bonamigo, Mário Sérgio - ambos em 2004 -, Zetti (2007) e Alexandre Gallo (2008).

Todos os jogos da campanha de 2021



'Roda-gigante' recente


Vice-campeão nacional em 2012 e técnico do time em três edições seguidas, Cuca não conseguiu repetir o desempenho no Brasileiro de 2013, muito por causa dos impactos causados pela Libertadores e pelo Mundial de Clubes. No fim daquele ano, deixou o Galo rumo à China.

Paulo Autuori durou apenas uma rodada da edição de 2014. Logo foi substituído por Levir Culpi. De volta, ele ficou por quase dois anos e levou o time à segunda posição em 2015. A saída, porém, marcou o início de uma sucessão de treinadores que parecia interminável.

O uruguaio Diego Aguirre, em 2016, repetiu o "roteiro" de Autuori: foi o responsável pelo time em apenas uma rodada do Brasileiro e zarpou após uma eliminação na Libertadores. Veio Marcelo Oliveira, que sequer terminou a temporada - missão que coube ao interino Diogo Giacomini.

Depois, em 2017, o Atlético teve Roger Machado, Rogério Micale (este, certamente, poderia ser citado no tópico anterior) e Oswaldo de Oliveira. No ano seguinte, Thiago Larghi começou como interino e foi efetivado, mas uma sequência de resultados ruins fez a velha relação com Levir ser retomada.

Em 2019, outra solução temporária, mas com Rodrigo Santana. Depois que se tornou efetivo, o treinador durou poucos meses, até ser trocado por Vagner Mancini. No ano passado, o argentino Jorge Sampaoli dirigiu o Galo em todo o certame.

Elenco do Atlético no Brasileiro 2021


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