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Mauro Cezar, da ESPN, poupa Ceni e culpa Mano Menezes e diretoria por eliminação do Cruzeiro na Copa do Brasil

Mauro defendeu as mexidas de Ceni na tentativa de deixar o Cruzeiro ofensivo

postado em 05/09/2019 06:00 / atualizado em 05/09/2019 03:30

<i>(Foto: Reprodução/ESPN)</i>
O comentarista Mauro Cezar Pereira, da ESPNpoupou Rogério Ceni de críticas pela eliminação do Cruzeiro na Copa do Brasil diante do Internacional. Nessa quarta-feira, no jogo de volta da semifinal, no Beira-Rio, o time celeste foi goleado por 3 a 0. Durante o programa Linha de Passe, o jornalista atribuiu a queda celeste no torneio ao trabalho “pífio” de Mano Menezes, antecessor de Ceni, e à diretoria, que está sob investigação da Polícia Civil de Minas por supostas irregularidades na gestão.

“Se tiver que apontar algum responsável por essa eliminação do Cruzeiro, no banco de reservas, você vai encontrar a comissão técnica que saiu, acho que não a atual. Se alguém for criticar o Rogério (Ceni), convenhamos, nem me parece muito correto, nem me parece muito honesto do ponto de vista intelectual. Será que alguém acha que a culpa é do Rogério? O Rogério é que enfiou o Cruzeiro nessa situação? Isso aí tem assinatura dos que que estavam no clube antes e dos que comandam o clube hoje”, disparou Mauro Cezar.

Mano Menezes ainda era comandante do Cruzeiro no jogo de ida da semifinal, quando o time foi batido em pleno Mineirão por 1 a 0. Na visão de Mauro Cezar, o time mineiro tinha sim a obrigação de arriscar no Beira-Rio na tentativa de buscar uma classificação “improvável”.

De fato, Rogério Ceni mexeu na formação do Cruzeiro. Sem Orejuela na lateral direita e com Edilson fora de combate por quase quatro meses, o técnico cruzeirense escalou o volante Jadson no setor. No intervalo, o zagueiro Dedé pediu para sair e foi substituído pelo volante Ariel Cabral. A partir de então, volante Henrique foi deslocado para a zaga ao lado de Fabrício Bruno.


“Não acho que alguém deva criticar o Rogério por arriscar depois de o time do Cruzeiro ter por tanto tempo um técnico que não arriscava nada. Então, você põe um que arrisca minimamente, numa situação limite, em que você está por um fio. O time que ele herdou, péssima fase. O clube, não preciso nem dizer toda bagunça que está o Cruzeiro, todo o escândalo que envolve essa diretoria, a anterior, tudo mais. De repente, vai a Porto Alegre, numa situação totalmente adversa, vai fazer o que? Vai ficar fechado, vai ficar cauteloso. Tentou, tentou algo que não deu certo, poderia ter dado certo”.

“Mas, convenhamos, o Cruzeiro não fez por merecer nada. Já lá atrás, contra o Fluminense (oitavas de final), já merecia ser eliminado. O Fluminense, com um time de moleques, 16 anos, 17 anos, empatou um jogo nos minutos finais, sem zagueiro, com um gol de bicicleta do João Pedro, e ganhou o Cruzeiro nos pênaltis. Ou seja, veio se arrastando na competição. Contra o Atlético, fez aquele 3 a 0 num jogo que tudo deu certo, foi estratégia boa, tudo correto, tudo bem. Mas quase tomou o mesmo placar de volta no Independência (2 a 0). O Cruzeiro vinha respirando por aparelhos na Copa do Brasil há muito tempo, e essa eliminação nada mais é que o óbvio acontecendo diante dos nossos olhos”, concluiu Mauro durante o Linha de Passe, da ESPN.



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