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Everson leva mais gols, mas tem titularidade garantida no Atlético

Técnico Cuca avaliou momento vivido pelo goleiro do Galo e pontuou piora de rendimento, mas ainda não vê "grande rezão" para tirá-lo do time

27/08/2022 04:00 / atualizado em 26/08/2022 16:01
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Goleiro Everson durante treinamento do Atlético na Cidade do Galo
foto: Pedro Souza/Atlético

Goleiro Everson durante treinamento do Atlético na Cidade do Galo

Com atuações seguras e decisivas no histórico 2021, Everson superou a desconfiança - ora travestida de ameaças - de parte da torcida do Atlético. Tornou-se titular indiscutível e uma das peças-chave do time que ganhou Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Brasileirão no ano passado. Porém, a queda coletiva e individual o fazem viver um novo momento de instabilidade nesta frustrante reta final de 2022 para o Galo.

Nesta temporada, Everson levou 44 gols em 44 partidas com a camisa alvinegra - média de um por jogo, considerada alta para uma equipe que se propõe a brigar pelos principais títulos. O número é significativamente pior do que o de 2021, que foi quando o arqueiro foi vazado 45 vezes em 68 oportunidades (média de 0,66).

Média de gols sofridos por Everson no Atlético:


  • 2020 - 34 gols sofridos em 28 jogos (média de 1,21)
  • 2021 - 45 gols sofridos em 68 jogos (média de 0,66)
  • 2022 - 44 gols sofridos em 44 jogos (média de 1,00)

O desempenho de 2021 é fora da curva para a carreira do goleiro e para a própria história atleticana. Foram impressionantes 37 jogos sem levar gol no ano passado, recorde do Galo no século. A piora em 2021 vem acompanhada de críticas de parte da torcida.

Titularidade garantida


O próprio técnico Cuca admite publicamente a queda do goleiro. "Eu converso com os preparadores de goleiro, não tomo decisão sozinho. O Everson não está fazendo defesas difíceis como fazia ano passado. Também está dentro do contexto da fase que o pessoal passa", disse.

Apesar disso, o arqueiro foi bancado pelo treinador. Cuca citou o trabalho que fez no Botafogo entre 2007 e 2008, quando não deu sequência a nenhum jogador da posição e os viu perder confiança.

"Eu já errei muito no gol, principalmente lá no Botafogo, em 2007, 2008. Eu mexi tanto que consegui deixar todo mundo sem confiança. Foi o Max, o Lopes, o Júlio César, o Castillo e tinha mais um que tinha trazido do Paraná Clube que esqueci o nome agora (Marcos Leandro)", lembra.

"Eu mexi. No começo, eu tinha o Júlio César e tinha um reserva, que era o Lopes. Depois que tirei o Júlio, o Lopes foi. E aí eu não tinha nem o Júlio, nem o Lopes. Aí rodei… Quando vi, não tinha mais nenhum no gol com confiança", prosseguiu o treinador, ao lembrar do trio de goleiros do elenco atleticano.

"É o caso de agora: se você tira o seu goleiro hoje e põe o Rafael… O Rafael também é passível de tomar gol. Se você toma gol, daqui a pouco você perde o Rafael, perde o goleiro que você tinha com confiança e jogando bem (Everson), como fez durante todo o campeonato passado. É uma posição diferente. Não é uma posição que você faz as trocas durante o jogo", avaliou.

"Ali, você tem que ter uma razão muito grande para fazer a mexida. Eu penso que a gente não tem essa razão agora. Você não tem visto o Everson falhar uma, duas, três vezes. Ele tomou alguma decisão errada, como a de sair (no gol do Goiás). Isso é corrigível agora aqui (no treino). E a gente vai corrigir para que a gente continue com os três bem: o (Matheus) Mendes, o Rafael, para a hora que precisar, algum cartão, uma lesão - tomara que não aconteça -, e o Everson, que é goleiro do nível de Seleção Brasileira", finalizou.

Nesta temporada, só Everson e Rafael jogaram no gol do Atlético. Além das 44 partidas do titular, são outras oito com o primeiro reserva (uma pela Libertadores, uma pela Copa do Brasil e seis pelo Mineiro), que levrou três gols (média de 0,37).
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