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Elenco, estilo de jogo e desconfiança: a apresentação de Mozart no Cruzeiro

Novo treinador estreará neste sábado, às 21h, diante do Goiás, pela Série B

postado em 11/06/2021 16:03 / atualizado em 11/06/2021 17:55

(Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)
Anunciado como substituto de Felipe Conceição, Mozart foi apresentado nesta sexta-feira como novo treinador do Cruzeiro. Ex-CSA e Chapecoense, o técnico respondeu aos questionamentos dos jornalistas antes de comandar o primeiro treino, na véspera da partida diante do Goiás, pela 3ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O duelo está marcado para as 21h deste sábado, no Mineirão.

Ao longo de 22 minutos de entrevista, Mozart respondeu questionamentos sobre o elenco do Cruzeiro, o estilo de jogo que pretende implantar na equipe e a desconfiança do torcedor. O treinador tem apenas dois trabalhos profissionais até aqui, no comando do CSA, em 2020, e na Chapecoense, em 2021, quando foi demitido após oito jogos.

 

Elenco e reforços


Mozart avaliou o elenco do Cruzeiro. Embora admita a necessidade de reforços - ainda que o time celeste já tenha contratado 12 jogadores nesta temporada -, o treinador destacou que acredita no potencial dos atletas que formam o grupo celeste. 

“Com relação a alinhar questão de reforços, óbvio que pontualmente vamos tentar trazer alguns nomes, mas eu vejo que temos um elenco forte. E não estou respondendo para fazer média com ninguém, pelo contrário. Seria no mínimo indelicado da minha parte chegar colocando uma lista enorme de reforços, não vejo necessidade”, garantiu o treinador. 

“Temos um elenco qualificado e, pontualmente, vamos reforçar. Vejo mais do que isso. Temos que resgatar jogadores que estavam com pouco espaço. É um momento novo, está chegando um outro treinador, com novas ideias, espero construir um ambiente positivo para esses jogadores desempenharem o melhor futebol deles”, complementou.


Características do time


O novo treinador do Cruzeiro também detalhou o que ele espera aplicar em relação ao estilo de jogo da equipe. Mozart afirmou que tem como característica o jogo mais ofensivo, que marca em linha alta e empurra o adversário para o campo de defesa, mas admitiu que há necessidade de utilizar também outras estratégias. 

“Vejo futebol de maneira bem simples. O futebol atual exige que sua equipe saiba fazer de tudo um pouco e muito bem feito. O jogo exige isso. O jogo exige que você marque alto e de maneira compacta, exige que marque baixo porque o adversário te leva para trás e faz com que você marque com linhas baixas. Tem momentos que você vai controlar o adversário com a bola e aí tem que ter ideias ofensivas”, avaliou.

“Eu, por característica, gosto de atacar, gosto de ter a bola, gosto de empurrar o adversário para trás. Tem momento que é possível, tem momento que não é possível. Meu desafio como treinador é criar essa identidade e que o jogador entenda o jogo de maneira geral. Não é uma tarefa simples, principalmente pela falta de tempo. E não é um álibi que estou usando aqui. É uma realidade. Como treinador, no cenário do nosso calendário, preciso otimizar o tempo que tenho, justamente para implementar minha ideia. Mais do que isso, uma equipe de futebol tem que ter uma identidade definida. Isso, pode ter certeza que teremos”, garantiu Mozart.

Desconfiança da torcida


Mozart inicia no Cruzeiro seu terceiro trabalho como profissional. Com o CSA, em 2020 e 2021, foram 45 jogos - 20 vitórias, 17 empates e 8 derrotas (57% de aproveitamento). Já na Chapecoense, o treinador teve uma passagem relâmpago: 8 jogos - 3 vitórias, 3 empates e 2 derrotas (50% de aproveitamento).

As poucas experiências no cargo geram desconfiança do torcedor. Enquete realizada pelo Superesportes, com mais de 20 mil participações, indicou que os cruzeirenses esperavam por um nome mais consolidado no futebol - Marcelo Oliveira, Dorival Junior e Luxemburgo lideraram as preferências

“A desconfiança de parte da torcida eu lido de maneira bem natural e acho super normal isso. Sou jovem como treinador. Estou no meu terceiro clube como treinador profissional. Tenho um histórico grande na base, mas como treinador profissional é meu terceiro clube. Essa desconfiança vai se dissipar com os resultados. Com desempenho, que acredito muito”, disse. 

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