Futebol Nacional

SANTA CRUZ

Ainda sem proposta sobre ajustes, presidente se diz otimista em acordo com atletas

Para Constantino Júnior, decisão dos jogadores de Pernambuco em negociar com cada clube ajustes financeiro por conta do coronavírus foi acertada

postado em 25/03/2020 20:55 / atualizado em 25/03/2020 21:07

(Foto: Peu Ricardo/DP)
Nesta quarta-feira, o presidente do sindicato dos atletas de Pernambuco, Ramon Ramos declarou que, pela segunda vez, os jogadores do estado rejeitaram a proposta de decidir, em conjunto com os clubes a antecipação das férias e desconto de 25% nos salários, na tentativa de minimizar os riscos financeiros causados pela paralisação do futebol por conta da pandemia do Coronavírus. A partir de agora, com uma nova proposta encabeçada pelos atletas, caberá ao Trio de Ferro dialogar, caso a caso, com seus respectivos elencos, para definir a melhor maneira de se contornar a situação.

E, por parte do Santa Cruz, o presidente Constantino Júnior, procurado pela reportagem do Diario de Pernambuco, disse achar melhor esta nova medida, uma vez que as realidades financeiras de cada clube são completamente diferentes. E, portanto, segundo o mandatário, o acerto de contas seria melhor decidido individualmente. 

"A gente confia no nosso elenco e jamais vamos fazer uma negociação, mesmo em comum acordo entre clubes e com o sindicato, que venha a prejudicar e sobrepor a questão do diálogo, porque ele sempre vai prevalecer. Sempre tivemos um contato muito direto com nossos atletas, a gente construiu isso diante de muita verdade. Inclusive é muito melhor que a gente negocie diretamente com nossos atletas, jogando limpo com eles e eles com a gente", avaliou Tininho. 

Mesmo se mostrando à favor da nova decisão, Constantino Júnior adotou um discurso ponderado, reforçando que, no momento, a prioridade não é discutir tais medidas, mas sim de esperar a evolução, dia a dia, do panorama do Coronavírus. No entanto, esclareceu que há, de fato, uma queda natural de receitas no Santa Cruz, devido à inatividade, mas, quando for pautada a discussão com os atletas, será feita de modo que fique "boa para todos". 

"A proposta que a gente tem é esperar o cenário e ele é muito incerto. Temos que ver o dia após dia. A gente está sem jogo, com redução de sócios, e com possibilidade de renegociar valores com patrocinadores e é um momento difícil. Mas a gente tem que sentar e os jogadores entendem isso. A gente tem algumas limitações e o que for acordado, mesmo que demore um pouco mais, vai ser cumprido de parte à parte. Certamente vai existir boa vontade do clube para com os atletas e dos atletas para com o clube", encerrou. 

Vale ressaltar que esta é a segunda vez que a proposta dos clubes é recusada por parte dos atletas. Assim que foi decretada a paralisação das atividades do futebol, os times se reuniram e chegaram a sugerir uma redução de 50% dos salários caso os campeonatos continuassem suspensos após o período das férias antecipadas. E até mesmo em suspensão dos contratos caso a situação de paralisação se prolongasse por mais alguns meses.