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Lutando para "salvar sede do remo", Náutico se mantém otimista sobre suspensão de leilão

Penhorado por ação movida pelo técnico Givanildo Oliveira, prédio na Rua da Aurora é alvo de diversas ações trabalhistas e de execução fiscal

postado em 30/06/2020 18:45 / atualizado em 30/06/2020 18:53

(Foto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A Press)
Em contagem regressiva para evitar o leilão que pode retirar da lista de bens do Náutico a garagem do remo, esporte que fundou as bases da centenária história alvirrubra, a diretoria do Timbu segue buscando soluções para evitar que o prédio, localizado na Rua da Aurora, às margens do Rio Capibaribe tenha a possibilidade de ser arrematado de modo a pagar dívidas trabalhistas avaliadas em pouco mais de R$ 500 mil reais com o técnico Givanildo Oliveira, no próximo dia 20 de julho, às 9h. 

Este pensamento que vem de dentro dos bastidores do clube foi expressado publicamente pelo presidente Edno Melo através de um post em sua conta no Twitter, onde o mandatário alvirrubro coloca que a necessidade de honrar a história da agremiação.
 
"Nosso projeto no Náutico tem um propósito: abrir caminho para o futuro do clube. Mas também honrar sua história. Estamos firmes na luta para salvar a sede do Remo, nossa origem. Sempre digo: não adianta procurar culpados, mas tentar encontrar soluções. É isso o que conta!", desabafou. 

Procurado sobre a atual situação da penhora do imóvel, que está avaliado em quase R$ 3,3 milhões, o vice-presidente jurídico do clube, Bruno Becker apontou que os advogados do Náutico seguem trabalhando para que a garagem do remo não vá à praça de leilões. Além disso, o dirigente ainda coloca que esta ação movida por Givanildo é apenas uma de inúmeras que colocam o patrimônio do Timbu em risco.

"Temos uma série de penhoras incidindo sobre o imóvel da garagem do remo, sendo a maioria por processo trabalhista e apenas uma outra por processo de execução fiscal. Entre as trabalhistas, está ajuizada a reclamação feita por Givanildo (Oliveira), que recaiu sobre o prédio o levando a leilão em primeira praça agora no dia 20 de julho. Continuamos trabalhando no sentido de evitar que o imóvel vá a leilão, pois uma vez nessa condição, ele pode ser arrematado", explicou à reportagem do Diario de Pernambuco. 

Ainda de acordo com o jurista, o clube tem trabalhado sobre os autos de cada processo para evitar o leilão tanto pela intimação realizada devido à ação do treinador quanto pelos outros processos que alienam o bem para pagamento de dívidas. Além disso, ele aponta que o clube vem procurando acordos com os credores de modo a não por em risco o patrimônio do clube. 

"Esse trabalho tem duas frentes. Primeiro, judicialmente, quando nós nos debruçamos sobre os autos de cada processo e com isso tentarmos a suspensão do leilão, e a segunda frente é buscar acordos com os credores cujo os processos tiveram a garagem como garantia. Geralmente ninguém arremata por se tratar de um valor maior e sabe-se que na segunda pode haver uma redução de até 50%."
 
"Quanto a reverter, nós estamos sempre otimistas. Não é a primeira vez que acontece isso, não é a primeira vez que esse bem vai a leilão e em todas as outras nós conseguimos evitar. Acredito que dessa vez não será diferente. Ainda temos 20 dias pela frente e continuamos trabalhando", contou Becker.

Questionado sobre a quantidade de processos impetrados contra o clube na Justiça que solicitam a garagem do remo como garantia, Becker apontou que o Náutico não possui esse número consolidado. "Ainda não temos esse número exato. Pedimos uma certidão atualizada e acredito que até sexta-feira recebamos esse documento e tenhamos esses dados bem destrinchados", estimou.