Futebol Nacional

COPA VERDE

Brasília consegue reverter decisão e é, novamente, campeã da Copa Verde

Time candango consegue um efeito suspensivo junto ao STJD e pega de volta o título do campeonato

postado em 02/08/2014 18:50 / atualizado em 02/08/2014 21:05

Redação /Correio Braziliense

Iano Andrade/CB/D.A Press

O Brasília voltou a ser o detentor do título da Copa Verde. O time conseguiu, na noite desta sexta-feira (1/8), um efeito suspensivo junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e tem, novamente, o campeonato em mãos.

Indignado com a retirada do troféu das mãos da equipe candanga, o presidente do time, Luís Carlos Alcoforado, reclamou da postura do Paysandu. "Roubar o título do Brasília é um crime. É muito pobre isso da parte do Paysandu. É tão óbvio o direito do Brasília. Ainda cabe recurso, mas agora tudo está de volta à lei ordinária", comemora.

O efeito suspensivo, dado pelo auditor José Arruda Silveira Filho, não julga o mérito da questão, mas anula, liminarmente, a decisão da primeira instância. Apesar da concessão, ainda haverá um novo julgamento, no pleno do STJD, que definirá quem foi o campeão da Copa Verde.

Entenda o caso
O Brasília foi acusado de atuar com jogadores em situação irregular na final contra o Paysandu, vencida nos pênaltis, em 21 de abril, no Mané Garrincha. Na noite de segunda-feira (28), a Primeira Comissão Disciplinar excluiu o colorado do torneio e deu o título ao Paysandu, tirando a vaga na Sul-Americana 2015 do Brasília. A equipe não desistiu e usou os três dias de prazo para entregar o recurso e tentar reverter a decisão.

O caso atingiu a alta cúpula da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O nome dos jogadores não constavam no Boletim Informativo Diário (BID) por conta de um erro da CBF. O diretor de Registro e Transferência da confederação, Luiz Gustavo Vieira de Castro, se manifestou por meio de ofício, no último dia 16, para explicar o motivo de o nome de quatro jogadores do Brasília (Fernando, Gilmar, Igor e Índio) não ter constado a tempo do BID.

A não publicação das prorrogações dos contratos dos atletas antes da decisão da Copa Verde serviu de argumento para o Paysandu recorrer ao tapetão. No entanto, segundo o ofício de Luiz Gustavo de Castro, o erro aconteceu devido a uma reprogramação do sistema de informática da CBF. Ele foi demitido do cargo por conta da falha e intimado para depoimento.