Mesmo antes da eliminação do Cruzeiro da Copa do Brasil, com a derrota por 2 a 1 para o Atlético-PR, na quarta-feira, a diretoria já buscava um substituto para o técnico Vágner Mancini. O treinador entregou o cargo oficialmente no vestiário da Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Apesar disso, o novo comandante da equipe ainda não foi anunciado. Há pelo menos cinco opções para a função: Adílson Batista, Celso Roth, Levir Culpi, Ney Franco e até mesmo o argentino Jorge Sampaoli.
Independentemente de quem seja o contratado, o certo é que terá uma missão duríssima. Afinal, o grupo celeste, se não pode ser considerado ruim, também está longe de figurar entre os melhores dos que vão disputar o Campeonato Brasileiro, cuja estreia será em nove dias. Se faltou a Mancini dar padrão tático à equipe, ele também não pode ser culpado por contratações de qualidade técnica mediana, como os volantes Amaral e Rudnei. Prova disso é que dos 11 jogadores trazidos no início da temporada apenas um, o volante Marcelo Oliveira, foi titular.
Mais para o meio do semestre, o clube mudou um pouco a postura e buscou jogadores que, se não estão no auge, deram algum alento aos torcedores, como o zagueiro Alex Silva, o volante Charles e o armador Souza. O novo comandante azul, porém, não deverá se animar, pois não há dinheiro sobrando para contratar medalhões. Para piorar, a torcida não mostra a mínima paciência com alguns atletas.
Caso a diretoria opte por “importar” Jorge Sampaoli, atualmente comandando a Universidad de Chile, haverá o agravante de ele precisar de tempo para se adaptar ao futebol brasileiro e também de ter a noção exata sobre o grupo. Em contrapartida, o argentino conhece bem o mercado sul-americano e poderia indicar reforços para a Raposa.
Aos 52 anos, ele ganhou fama por levar a equipe chilena a sua maior conquista, o título da Copa Sul-Americana em 2011, por montar times obedientes taticamente. Além disso, chama a atenção por se manter agitado na área técnica.
O nome de Sampaoli surgiu em alternativa aos altos salários pagos a treinadores de ponta no Brasil atualmente. Esse seria o motivo que teria levado o clube do Barro Preto a ter arrefecido nas conversas com Levir Culpi, cuja pretensão salarial ultrapassaria os R$ 500 mil mensais. A pedida de Celso Roth também não teria ficado muito atrás, tendo assustado os dirigentes celestes. O vice-presidente José Maria Fialho, porém, cancelou a viagem que faria ao Chile ontem, possivelmente para as negociações com o treinador e também com o atacante argentino Lorenzetti.
O paranaense dirige o Atlético-GO e poderia ser apresentado na segunda-feira, um dia depois da decisão do Goiano, com o Goiás. A multa rescisória dele não passaria dos R$ 100 mil, valor considerado baixo. A vontade de vê-lo novamente usando o uniforme azul é tanta que ontem muitos afirmaram tê-lo visto desembarcando no aeroporto de Confins. No mesmo horário, ele comandava treino em Goiânia.