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Gilvan muda de assunto durante entrevista coletiva e diz que não vai renunciar

Presidente do Cruzeiro garante que fica no cargo até o fim de seu mandato

postado em 15/09/2012 14:16 / atualizado em 15/09/2012 16:44

Rodrigo Clemente/EM/D.A Press.
Apesar de não ter sido questionado sobre o tema renúncia, durante entrevista coletiva, nessa sexta-feira, na Toca da Raposa II, o presidente do Cruzeiro Gilvan de Pinho Tavares tocou no assunto para garantir a permanência à frente do clube até o fim do mandato, que termina em dezembro de 2014.

O mandatário celeste respondia a uma pergunta sobre a possível troca de treinador pela falta de resultados positivos e aproveitou para falar de sua gestão. “Quando os resultados não chegam, você tem que somar tudo. No rendimento inferior daqueles que estão substituindo. O presidente não vai renunciar, e nem conheço o significado dessa palavra. Alguma coisa tem que ser feita. (...) A torcida, ela, às vezes, obriga a diretoria a tomar decisões que nem sempre a diretoria, com calma, com ponderação, tomaria".

Gilvan assumiu o Cruzeiro em janeiro deste ano e desde o início convive com a falta de recursos financeiros. Ele chegou a comentar, à época de sua chegada, que a administração anterior entregou o clube sem dinheiro em caixa e por isso houve atraso no pagamento do primeiro salário sob a sua gestão.

Sobre a reunião que ocorreu entre o diretor de futebol Alexandre Mattos e os jogadores, o presidente justificou sua ausência por causa de compromissos com arquitetos e engenheiros na Toca, pois o clube aumentará a academia de musculação e fará melhorias na estrutura.

“Houve reunião, mas não com o treinador e sim com os atletas. Eu pedi para o diretor de futebol se reunir com eles e me passar o resultado da conversa. Eu estava tratando de outro assunto aqui na Toca, com arquitetos e engenheiros para reforma na academia. Adquirimos o material mais moderno que existe para triplicar o espaço na academia. Tudo que precisava conversar com os atletas, eu pedi para o Alexandre Mattos”, afirma Gilvan, que completa explicando qual foi o tema do encontro.

“Foi um tom de conversa e cobrança, que ocorrerá todas as vezes em que eles não estiverem rendendo o suficiente. Não existe crise interna, mas há crise de resultados. Se não ganha, ninguém está satisfeito. A cobrança existe em cima da diretoria e tem que existir em cima dos atletas”, finalizou.