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Vice-presidente do Cruzeiro, Granata vê injustiça ao ser incluído em pedido de afastamento: 'Sempre contestei Wagner'

Conselho Deliberativo do clube votará possível saída de chapa eleita em 2017

postado em 05/10/2019 06:00 / atualizado em 04/10/2019 20:02

<i>(Foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)</i>
Ronaldo Granata, 2º vice-presidente do Cruzeiro, sempre deixou claro seu posicionamento contrário às decisões de Wagner Pires de Sá na gestão do clube. Apesar disso, ele é contra a realização, nos moldes divulgados, da Reunião Extraordinária do Conselho Deliberativo, que votará o possível afastamento da chapa eleita em outubro de 2017. 

Primeiro não vejo nenhum sentido ser votado o meu afastamento. Em momento algum participei ativamente das decisões dessa diretoria. Deixei muito claro, ainda antes da posse do senhor Wagner Pires de Sá, que não concordava com as medidas que ele estava tomando. Fui sempre um contestador dos atos dessa gestão”, disse.

Jamais assinei qualquer documento ou participei de reuniões e negociações. Fui democraticamente eleito pelo Conselho. A vitória nas urnas foi legítima e tenho certeza da importância da minha participação na campanha, já que muitos conselheiros votaram na nossa chapa em consideração a mim”, complementou. 

Nos bastidores, Granata sempre andou junto da oposição do Cruzeiro. Ele participou, inclusive, da reunião de lideranças realizada em 30 de setembro, quando foi decidido pelo presidente do Conselho Deliberativo, Zezé Perrella, que seria convocada a Reunião Extraordinária para votar o afastamento de Wagner Pires de Sá.

“Eu estive na reunião (do dia 30, com lideranças da oposição). O que eu reafirmo é que deve ser feito o afastamento das pessoas envolvidas nas denúncias. Eu nunca fui citado em nenhuma reportagem, não sou investigado pelo Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Federal”, garantiu.

“Minha presença na reunião do dia 30 foi para encontrar uma solução para o grave momento institucional que passa o Cruzeiro. Minha proposta foi a de reunir pessoas que queiram ajudar o clube a sair dessa lama. Sempre busquei e continuarei defendendo que a paz volte ao Cruzeiro, mas não tenho observado isso nas discussões. Infelizmente, em todas as reuniões, o que tenho visto são discursos inflamados”, completou. 

A reportagem apurou com pessoas ligadas aos dirigentes do Conselho Deliberativo do Cruzeiro, que a ideia inicial era não afastar Granata. Contudo, não existe uma saída jurídica para manter o segundo vice-presidente no organograma, uma vez que ele é parte da chapa eleita em 2017. Nos bastidores, é aventada a possibilidade de o dirigente ser convidado para a composição do Conselho Consultivo que será criado caso Wagner seja, de fato, afastado. 

Eu sou contra a forma que está sendo conduzido o processo. Entendo que o afastamento das pessoas que sofrem com denúncias deve ocorrer imediatamente. Não é preciso esperar pela reunião do dia 21. O que não aceito é ser colocado em um mesmo pacote com as pessoas que fazem parte das denúncias”, pontuou.

Justiça?

Questionado pela reportagem se buscará a Justiça para reverter um possível afastamento da vice-presidência do Cruzeiro, Granata desconversou. “Não vamos trabalhar com suposição. O que precisamos é que os demais tomem a mesma decisão do Sérgio Nonato. Ele renunciou alegando que era para pacificação. Os outros não tem mais autoridade, governabilidade e credibilidade. Se continuarem serão os grandes responsáveis por tudo o que possa acontecer até o fim do ano”. 

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