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COLUNA JOGO RÁPIDO

Após sondagem do Corinthians, ex-dirigente do Cruzeiro assume diretoria da Cemig

Marco Antônio Lage deixou o clube celeste na reta final de 2018

postado em 15/03/2019 15:30 / atualizado em 15/03/2019 15:45

<i>(Foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A. Press)</i>
Ex-vice-presidente executivo do Cruzeiro, Marco Antônio Lage assumiu nesta semana a diretoria de Comunicação e Relações Institucionais da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). A pasta ainda terá responsabilidade de gerir temas importantes, como eficiência enérgica e questões de sustentabilidade. 

O convite para Lage assumir a função foi feito por Cledorvino Belini, nomeado pelo governador Romeu Zema (Novo) como presidente da companhia no início de fevereiro. O ex-cruzeirense chefiou o departamento de comunicação da Fiat na América Latina quando Belini presidia a fabricante de automóveis.

Corinthians?

Durante o carnaval, quando já havia se comprometido com a alta cúpula da Cemig, Marco Antônio Lage recebeu um telefonema do Corinthians. O clube paulista sondou o ex-diretor do Cruzeiro para assumir seu departamento de marketing. Em 25 de fevereiro, o alvinegro anunciou o desligamento de Luis Paulo Rosenberg, que deixou o cargo após fazer analogia entre a venda dos "naming rights" da Arena com "mulher com Aids".

Saída do Cruzeiro

Contratado pelo Cruzeiro em janeiro de 2018 para o primeiro ano de gestão do presidente Wagner Pires de Sá, Marco Antônio Lage acabou deixando o clube no fim do ano passado. Em novembro, ele divulgou uma carta explicando seu desligamento e chamando atenção para a necessidade de o Cruzeiro ser saneado 'urgentemente'.

"Meu potencial ficaria no banco de reservas"

Neste ano, em entrevista ao jornal 'O Trem Itabirano', de Itabira, sua cidade natal, Lage detalhou os motivos de sua saída do clube. “Saí porque meu projeto era transformar o Cruzeiro em um clube vencedor também fora de campo, o que significa acabar ou reduzir drasticamente as dívidas, cortar custos e aumentar receita criando novas plataformas para novos negócios no futebol”, disse.

“Há imenso potencial, mas isso exige planejamento e desenvolvimento de projetos de médio e longo prazo. A atual gestão está mais focada em emergências de curto prazo e tivemos visões diferentes na estratégia para a solução. Não poderia me demorar em um projeto com o qual não concordo, no qual o meu potencial de gestor ficaria no banco de reservas”, complementou o agora diretor da Cemig. 

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