
Conforme apurou o Superesportes, um advogado especializado em direito desportivo tem prospectado negócios para o jogador francês no Brasil. Casado com Florencia, de nacionalidade brasileira, o atleta carrega o sonho de atuar no país antes da aposentadoria. Em Belo Horizonte, o profissional procurou Sérgio Rodrigues, que também milita na área do direito e assumiu cargo na cúpula celeste recentemente.
Mesmo com a negativa do clube celeste, que sinalizou desde o início que Malouda estava fora do perfil do clube, o advogado teria espalhado a notícia para tentar valorizar seu cliente e, de alguma forma, forçar a concretização do negócio. "A torcida do Cruzeiro devia se orgulhar com o interesse de Malouda em vestir a sua camisa", publicou, em sua conta no Twitter.
Em contato com a reportagem, o próprio Sérgio desmentiu qualquer negociação e garantiu que o Cruzeiro não negociará com Malouda nesta janela de transferências. "Recebi o empresário, como já recebi mais de 10 desde que assumi a superintendência do Cruzeiro. Essa é a política do clube. Mas não tem absolutamente nada, não abri negociação alguma com ninguém e nem vamos abrir. É um jogador de 35 anos, que está na Índia, e não tem o perfil que a diretoria procura", garantiu.
Malouda começou começou a jogar em 1996, no interior da França. Em 2003, chegou ao Lyon, onde chamou atenção do futebol mundial. O ponto alto da sua carreira foi com a camisa do Chelsea, em 2007. Entre 2004 e 2012, foram 80 jogos pela Seleção Francesa. Atualmente, o meia está no modesto Delhi Dynamos, da Índia.
Atualizado às 14h51: O advogado Louis Dolabela, citado ao longo da matéria, entrou em contato com a reportagem para esclarecer que "o atleta Malouda concedeu autorização para negociá-lo exclusivamente com o Cruzeiro e em momento algum foi oferecido a qualquer outro clube brasileiro. Sou advogado especialista em direito desportivo e não agente e presto assessoria para atletas, clubes e agentes, sendo essa a minha participação na transação. O Cruzeiro realmente vislumbrou a possibilidade de contar com o atleta e a negociação apenas não prosseguiu por opção da comissão técnica, decisão por nós respeitada. No exercício da nossa profissão nos pautamos pela ética e transparência e em momento algum plantamos noticias na imprensa para obter qualquer tipo de vantagem. Reiteramos nossa admiração a direção do Cruzeiro e desejamos sucesso".