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Erasmo Damiani, de 50 anos, coordena a base da Seleção Brasileira desde o início de 2015. Neste ano, a equipe sub-23, comandada por Rogério Micale – técnico contratado sob sua gestão –, sagrou-se campeã pela primeira vez do torneio de futebol masculino dos Jogos Olímpicos, evento realizado no Rio de Janeiro.
Antes de trabalhar na Seleção, Damiani passou pelas bases de Figueirense, Atlético-PR e Palmeiras. Em Santa Catarina, ele atuou ao lado de Klauss Câmara, atual diretor-executivo de futebol de base do Cruzeiro. Os dois construíram relação de amizade no Sul do país e, desde então, têm mantido contato frequente.
Gerência
Com experiência vasta no futebol de base, Câmara chegou a ter a promoção estudada pela alta cúpula celeste em setembro de 2015, quando Isaías Tinoco foi demitido. O clube, no entanto, manteve o dirigente na base e, no fim daquele mês, contratou Thiago Scuro.
Sobre a possibilidade de fechar com o novo diretor de futebol, o próprio vice-presidente de futebol do Cruzeiro, Bruno Vicintin, e o supervisor de futebol, Pedro Moreira, são próximos a Erasmo Damiani, o que pode facilitar ainda mais a conclusão do negócio.
Negociações frustradas
Antes de procurar Damiani, o Cruzeiro tentou o retorno do diretor de futebol Alexandre Mattos, campeão brasileiro pelo Palmeiras, e ofereceu salário superior ao que ele recebia nos dois primeiros anos de contrato com o clube paulista. Mattos, porém, já havia dado sua palavra a Paulo Nobre, presidente do time alviverde, e prorrogou sua permanência em São Paulo por mais duas temporadas com condições economicamente melhores.Curiosamente, Alexandre Mattos deixou o Cruzeiro em dezembro de 2014, depois de ter sido bicampeão brasileiro (2013 e 2014), sem que Gilvan se esforçasse por sua permanência em Belo Horizonte.
Outro profissional tentado pelo clube celeste foi Anderson Barros, do Vitória, mas recebeu a negativa em virtude de uma conversa já adiantada com o Vasco. Além disso, a família de Barros vive no Rio de Janeiro, o que facilitou em sua decisão.


