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Henrique relembra outros momentos turbulentos no Cruzeiro e garante que não existe racha no elenco: 'As pessoas criam coisas'

Volante do Cruzeiro destacou experiência no clube para superar atual fase

postado em 21/05/2019 17:47 / atualizado em 22/05/2019 13:45

<i>(Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro)</i>
O volante Henrique, de 34 anos, é um dos atletas mais experientes do Cruzeiro. Desde 2008 no clube e com 478 partidas disputadas, o jogador já vivenciou altos e baixos. Atualmente, devido à sequência de resultados negativos da equipe, o clima na Toca da Raposa II não é dos melhores. Para o camisa 8, o tempo de casa já lhe propiciou experiências suficientes para superar o atual momento. O capitão cruzeirense garante que mesmo com a queda de rendimento do time não há racha no elenco.

“Nós, atletas, somos homens bem crescidos. Sabemos resolver da melhor forma possível. Essa não é a primeira vez, não será a última que vamos nos reunir da forma que foi. Ano passado teve, 2017 teve, 2013 teve, 2014 teve, 2016 teve. Sempre houve conversas para todos colocarem suas ideias e acharem um ponto para trazer soluções. A gente não vem jogar conversa fora. Trazer soluções da forma que tem que ser. Diretoria e comissão técnica confiam no nosso trabalho. Se criam muitas coisas fora das quatro linhas. Eu, como estou aqui há 10 anos, Fábio, Leo, a gente faz com que o ambiente de trabalho seja o melhor possível. A gente não vem aqui falar para tentar esconder nada. Eu sempre fui verdadeiro, sempre fui leal na forma de conduzir as coisas. Tenho certeza que esse grupo também carrega isso. O que se cria fora é para desestabilizar nos momentos não tão bons. As pessoas criam, mas você não vê o jogador falando isso”, disse Henrqiue.

Sequência negativa

A situação no Cruzeiro se complicou principalmente após a goleada sofrida por 4 a 1 para o Fluminense, no último sábado, no Maracanã, no Rio de Janeiro, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Com a derrota, o clube mineiro chegou a quatro jogos sem vitória. Antes, a Raposa já havia empatado com o próprio Flu em 1 a 1, pela ida das oitavas de final da Copa do Brasil; e tropeçado contra o Internacional por 3 a 1, no Brasileiro, e 2 a 1 para o Emelec, pela sexta rodada do Grupo B da Copa Libertadores. 

O momento do Cruzeiro antes da derrota para os equatorianos era muito bom. O clube não tinha sofrido nenhum gol na Libertadores e havia sido derrotado apenas uma vez no ano: 3 a 1 para o Flamengo, na estreia do Brasileirão. 

Apoio ao time

O Cruzeiro armou forte esquema de segurança para reapresentação de seus jogadores, na tarde desta terça-feira, na Toca da Raposa II. Quatro viaturas da Polícia Militar (PM), uma delas do Batalhão de Choque, ficaram estacionadas na porta do CT para garantir a entrada tranquila dos atletas. 

Um grupo com cerca de 10 torcedores, a maioria com camisa da organizada Pavilhão Independente, entregou uma carta aos seguranças do clube para ser repassada aos jogadores. “Estamos aqui para apoiar, não tem protesto não”, disse um dos cruzeirenses, sem se identificar. Na carta, a torcida pede 'empenho dobrado' ao elenco. "Uma hora as coisas param de dar certo e nessa hora o trabalho e empenho tem que ser dobrado", diz um trecho (clique aqui para ler a carta na íntegra).  

“Pequena crise”

Além de Henrique, nessa segunda-feira, o meia Thiago Neves se manifestou pelo seu perfil no Instagram sobre a atual situação celeste. O meia admitiu o momento de instabilidade do Cruzeiro e tentou tranquilizar a torcida. 

“É agora, na dificuldade, que precisamos de ocês. Vamos fazer uma boa semana e acabar com tudo isso já no próximo jogo, se Deus quiser. Contamos com vocês no domingo para espantar essa pequena crise que estamos enfrentando! Um abraço e boa semana a todos!”

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