Cruzeiro
None

CRUZEIRO

Sorín comenta crise do Cruzeiro e diz que gostaria de trabalhar como dirigente no clube

Ex-lateral-esquerdo atuou pela Raposa 127 vezes em três passagens

postado em 05/07/2019 18:00 / atualizado em 05/07/2019 17:59

<i>(Foto: Marcos Vieira/EM/D.A. Press)</i>
Ex-lateral-esquerdo do Cruzeiro e da Seleção Argentina, Juan Pablo Sorín falou sobre a crise institucional vivida pelo clube celeste. Hoje comentarista esportivo, o ex-jogador, de 43 anos, disse que gostaria de trabalhar como dirigente, mas que exigiria transparência para aceitar algum cargo. Ele deu as declarações para o programa Bolívia Talk Show, do canal Desimpedidos no YouTube.

“Eu não trabalhei nunca para o Cruzeiro, eu ajudei muitas vezes de fora, mas nunca tive um cargo. Claro que gostaria, não sei ainda onde. Mas pode ser, um dia. Um projeto legal, com autonomia, que faça o Cruzeiro crescer até internacionalmente, que pode ajudar os jogadores, a torcida, um projeto transparente que, para mim, é o mais importante. Muitas vezes chegam coisas, e eu tenho muito cuidado com essa relação de ídolo e torcida, para nenhuma coisa desgastar. Esse relacionamento é natural, orgânico, não tem nenhum interesse mais do que o coração”, afirmou o ex-camisa 6 celeste.

A diretoria do Cruzeiro é investigada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Minas Gerais por suspeitas de lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e falsidade ideológica, além de possíveis quebras de regra da Fifa, da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Governo Federal. Na opinião Sorín, o clube precisa de pessoas identificadas com o clube e sua torcida para ocuparem funções importantes na gestão.

“Também, também (após pergunta do entrevistador sobre carência de um profissional que represente o clube com honestidade e transparência)… A imagem do Cruzeiro, para apresentar um projeto, ou me chamar, e a gente começar a discutir. Poder colocar as ideias, para que o torcedor se sinta muito envolvido e não enganado. Para que o pessoal saiba tudo, as contas, porque desse projeto, porque o sócio torcedor tem isso, porque não tem, porque o jogador quis vir, porque não quis. O Cruzeiro cresceu tanto nos últimos anos, pelos títulos e porque os jogadores se sentiram muito identificados com a camisa”.

Libertadores de 2009


<i>(Foto: Washington Alves/Lightpress)</i>
Sorín estava no elenco do Cruzeiro vice-campeão da Copa Libertadores de 2009. Treinado à época por Adilson Batista, o time segurou empate por 0 a 0 com o Estudiantes, na Argentina, mas perdeu de virada o jogo de volta, por 2 a 1, no Mineirão. Por causa de seguidas lesões, o lateral foi pouco utilizado naquele ano e, na finalíssima, em Belo Horizonte, não esteve nem sequer no banco de reservas. Ele afirmou ter se chateado com a decisão de Adilson, mas que tentou animar os companheiros com palavras de incentivo.

“Tem muitas pessoas, até jogadores, que acham que eu estava no banco. E, na verdade, eu fiquei puto, fiquei chateado, porque eu voltava de lesão, é verdade, mas era o único no time, do elenco, que tinha vencido uma Libertadores, eu tinha ganho a Libertadores com o River (Plate). Final de Libertadores tem catimba, tem que saber jogar até 15, 20 minutos. Quando ele (Adilson Batista) me deixa fora do banco, na verdade fiquei com muita raiva, e ao mesmo tempo essa raiva, como estávamos concentrados, tem que se transformar, canalizar, em coisa boa para o time. Comecei a torcer para os caras, falar as coisas que tinham que fazer no jogo. Mas vi a partida da arquibancada, nem no campo eu estava. É muito fácil falar depois do jogo. Depois, ele deve ter aprendido dos próprios erros, treinador aprende pelos próprios erros”, finalizou Sorín.

Na Copa Libertadores de 2009, Fernandinho começou como titular do Cruzeiro, tendo, inclusive, marcado um dos gols na vitória sobre o Estudiantes por 3 a 0, no Mineirão, pela primeira rodada da fase de grupos. Posteriormente, Gérson Magrão ganhou a posição e atuou nos mata-matas.

Sorín teve três passagens pelo Cruzeiro (2000 a 2002; 2004; e 2008 a 2009). Em 127 partidas, ele marcou 18 gols e conquistou cinco títulos: Copa do Brasil de 2000; Copa Sul-Minas de 2001 e 2002; Supercampeonato Mineiro de 2002; e Campeonato Mineiro de 2009. Pela Seleção Argentina, o ex-lateral-esquerdo disputou 76 jogos, balançou a rede 12 vezes e foi capitão do grupo na Copa do Mundo de 2006.
 
Veja, abaixo, a íntegra da entrevista de Sorín ao Desimpedidos: 
 
 

Tags: futnacional cruzeiroec seriea interiormg sorin