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Adversários em Cruzeiro x Vasco, Rogério Ceni e Vanderlei Luxemburgo tiveram convivência na Seleção Brasileira

Rogério era titular no Brasil em 1999, porém perdeu espaço com Luxa após falhar em amistoso contra o Barcelona, no Camp Nou. Duas décadas depois, ambos tentam conduzir trabalhos de recuperação por seus respectivos clubes

postado em 31/08/2019 06:00 / atualizado em 30/08/2019 20:14

<i>(Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro e Rafael Ribeiro/Vasco.com.br)</i>
Personagens vitoriosos no futebol, Rogério Ceni e Vanderlei Luxemburgo vão se encontrar no jogo entre Cruzeiro e Vasco, neste domingo, às 19h, no Mineirão, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os dois treinadores tentam conduzir trabalhos de recuperação em seus respectivos clubes. Contratado há pouco mais de duas semanas, Ceni conseguiu tirar a Raposa da zona de rebaixamento ao emplacar vitória sobre o Santos, por 2 a 0, em Belo Horizonte, e empate por 1 a 1 com o CSA, em Maceió. Já Luxemburgo chegou ao cruz-maltino na quinta partida da Série A e obteve, até o momento, cinco vitórias, quatro empates e três derrotas, com aproveitamento de 52,77%.

Como nunca foi técnico do São Paulo, Luxa não teve a oportunidade de comandar Rogério Ceni nos tempos de goleiro por um clube. Entretanto, os dois trabalharam juntos na Seleção Brasileira. Em 28 de abril de 1999, a equipe verde-amarela enfrentou o Barcelona, no Camp Nou, na Espanha. Era o sexto jogo de Vanderlei à frente do Brasil, que se preparava para disputar a Copa América. Titular nos amistosos contra Rússia, Equador, Coreia do Sul e Japão, Rogério novamente vestiu a camisa 1. E em noite infeliz, falhou duas vezes ao soltar a bola nos lances dos gols do Barça, marcados por Luis Enrique e Cocu. Ronaldo e Rivaldo balançaram a rede para a seleção no empate por 2 a 2.

Na ocasião, Vanderlei defendeu Ceni dos erros. “Não queremos responsabilizar o Rogério pelo resultado”. Por sua vez, o goleiro afirmou ter feito bom jogo tanto na ocasião quanto em entrevista posterior à Revista Placar, na edição de agosto de 2000. “Se não tivesse saído esses dois gols, teria sido uma das melhores atuações de um goleiro nos últimos tempos pela seleção”. No fim das contas, o são-paulino perdeu espaço na Seleção e nem sequer esteve entre os convocados na Copa América. Dida, do Corinthians, e Marcos, do Palmeiras, foram os atletas da posição. O Brasil conquistou o título com 100% de aproveitamento (seis vitórias).

Assista aos gols de Barcelona 2x2 Brasil, em 1999 (TV Globo)


Como jogador, Rogério tem currículo invejável. Entre os principais títulos, ganhou dois Mundiais, duas Libertadores, uma Copa Sul-Americana e três Campeonatos Brasileiros pelo São Paulo. Como técnico, o início é promissor, já que faturou, a serviço do Fortaleza, a Série B de 2018, o Campeonato Cearense de 2019 e a Copa do Nordeste de 2019. Já Vanderlei Luxemburgo é o maior vencedor do Brasileiro, com cinco troféus (empatado com Lula, treinador do Santos nas décadas de 1950 e 1960).

Um dos canecos do Nacional que Luxemburgo levantou foi pelo Cruzeiro, em 2003, quando alcançou o melhor aproveitamento na era dos pontos corridos: 72,46%. Em 46 rodadas (24 clubes), o time celeste venceu 31, empatou sete e perdeu oito, com 102 gols marcados e 47 sofridos. Com 39 gols na temporada (23 no Brasileiro), o meia Alex foi o principal nome daquele elenco, campeão também do Campeonato Mineiro e da Copa do Brasil. Em junho de 2015, Luxa retornou à Toca da Raposa, porém amargou maus resultados: seis vitórias, três empates e 10 derrotas (36,8%). Ele acabou demitido no fim de agosto.

ELOGIOS

O zagueiro Dedé, à época em tratamento de lesão no joelho direito, elogiou Luxemburgo no período de convivência no clube. “Vi várias entrevistas dele ansioso pela minha volta, mas infelizmente meu joelho não conseguiu responder. Ele mostrou um grande respeito por mim e eu tenho esse respeito por ele. É legal a história que ele tem no Cruzeiro, o respeito que todos têm por ele. Veio aqui para o Cruzeiro e parecia ter dez anos de clube. O Cruzeiro é um time que respeita a história de atletas e profissionais que aqui trabalharam. Foi muito legal. Vi esse respeito entre Luxemburgo e Cruzeiro”.

Com relação a Rogério Ceni, Dedé ressaltou que o modelo de jogo da equipe mudou. Para ele, o Cruzeiro tem se movimentado mais e dificultado as marcações adversárias. “A saída de bola a gente sempre trabalhou, mas a forma de movimentação mudou muito com o Rogério. Acho que a forma que a gente tentava sair ficou muito fácil para os outros times marcarem, porque eram três anos de trabalho. Agora, é um novo método. É importante para a gente, pois estamos aprendendo”.

O desafio, agora, é transformar o futebol de constante busca pelo ataque em gols e vitórias. A Raposa está em 16º lugar no Brasileiro, com 15 pontos, enquanto o Vasco ocupa o 14º posto, com 20. “O Rogério nos incentiva de sair com a bola, nos dá confiança para fazer. Isso ajuda muito quem é do setor da frente, pois ficar brigando por um chutão e uma segunda bola é ruim. Quando a bola chega no pé do setor ofensivo, que é de muita qualidade, facilita muito. O Rogério prioriza isso, trabalha muito, e a gente está buscando confiança. Nos dois últimos jogos, já demos uma grande melhorada”, encerrou Dedé.

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