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Rescisões com conselheiros remunerados no Cruzeiro vão representar economia de R$ 5,5 milhões por ano

Esta semana, Cruzeiro rompeu contratos com 30 conselheiros

postado em 26/12/2019 15:20 / atualizado em 26/12/2019 15:40

(Foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
O Cruzeiro concluiu esta semana 30 rescisões de contratos com conselheiros que eram remunerados por meio de empresas. O Superesportes apurou que esses distratos representarão economia de R$ 5,5 milhões por ano aos cofres do clube.

Alguns conselheiros que prestavam serviço ao clube não recebiam desde setembro. No ato da rescisão, ficou acertado que os valores relativos a setembro, outubro, novembro, dezembro e 13º serão pagos em 12 parcelas a partir de 1º de fevereiro de 2020.

O pagamento de conselheiros para prestar serviço em diversas áreas foi uma prática iniciada na gestão de Wagner Pires de Sá. O relatório da sindicância interna no clube, encerrado em 18 de julho de 2019 e assinado por Jarbas Matias dos Reis e Walter Cardinali Júnior, mostrou que os repasses a esses “colaboradores” chegou a custar R$ 8.051.424 por ano à instituição. Depois das denúncias de abusos e possíveis crimes durante o mandato de Wagner, alguns contratos tiveram valores reduzidos.

Em maio e junho deste ano, o então presidente do Conselho Deliberativo, Zezé Perrella, chegou a declarar que daria aos conselheiros remunerados a opção de abrir mão de seus mandatos para seguir prestando serviço ao clube. Outra opção seria seguir no Conselho, mas sem vínculo profissional. Apesar disso, só agora, depois da renúncia do presidente Wagner Pires de Sá, é que esses contratos foram rompidos.

O mais bem pago

Entre os conselheiros que ocuparam cargos remunerados na gestão de Wagner Pires de Sá, o mais bem pago era o diretor-geral Sérgio Nonato, que pediu demissão em outubro deste ano. Ele chegou a receber salários de R$ 125 mil.

(Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro)


Segundo dados divulgados pela TV Globo em maio deste ano, Sérgio Nonato assinou seu primeiro contrato com o Cruzeiro em 6 de abril de 2018, com salário de R$ 60 mil por mês. O acordo não contava com bichos por premiação. Duas semanas após a assinatura, Serginho, como é conhecido, teve os vencimentos reajustados. No primeiro aditivo, ele recebeu luvas de R$ 300 mil pagas em maio de 2018 e aumento salarial para R$ 75 mil a começar no mês de junho.

No fim de 2018, Sérgio Nonato recebeu um novo aumento. O salário dele saltou para R$ 125 mil mensais. Com luvas e remuneração, ele recebeu R$ 875 mil em 2018 – o valor não contabiliza os bichos. 

Até deixar o Cruzeiro, em outubro, Sérgio totalizou ganhos superiores a R$ 2 milhões, levando em conta também as premiações que recebeu por títulos.

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