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Patrocinador retira ação contra o Cruzeiro na Justiça e amplia contrato para 2020

Clube e Bem Protege chegaram a acordo para extensão de parceria

postado em 11/01/2020 17:24 / atualizado em 11/01/2020 18:01

(Foto: Reprodução/Cruzeiro)
Depois de requerer indenização de R$ 2 milhões na Justiça por causa de dano moral e descumprimentos de cláusulas contratuais, a empresa de proteção veicular Bem Protege anunciou a retirada de ação contra o Cruzeiro e ampliou a parceria para 2020. Neste sábado, as duas partes se manifestaram por meio de notas oficiais.

Em razão de reportagem divulgada na mídia, noticiando a ação que movemos contra o Cruzeiro Esporte Clube, informamos que o assunto foi resolvido entre as partes, que confirmam o prosseguimento e ampliação da parceria”, diz parte do comunicado da Bem Protege.

O Cruzeiro Esporte Clube e o Grupo Bem Protege permanecem com a parceria, que será ampliada a partir de agora. O acordo vinha sendo discutido nos últimos dias entre profissionais do Cruzeiro, dirigentes da empresa e Carlos Ferreira Rocha, integrante do Núcleo Dirigente Transitório. E em reunião realizada nessa sexta-feira, 10 de janeiro, foi definida não apenas a retirada da ação judicial que a empresa movia contra o clube, mas também a renovação de contrato e ampliação da parceria entre as partes”, explicou o clube celeste.

Ao site oficial do Cruzeiro, Ismael Nascimento, presidente da Bem Protege, afirmou que a empresa pretende participar do processo de reconstrução do clube. “O novo contrato contempla várias ações que vão ampliar em muito a parceria, inclusive contribuindo com as categorias de base. Estamos dispostos a colaborar com o Cruzeiro, em tudo o que for possível. Além de sermos empresários, também somos torcedores apaixonados pelo Cruzeiro”.

Carlos Ferreira Rocha, integrante do Núcleo Dirigente Transitório do Cruzeiro, também celebrou a continuidade do contrato. “É um parceiro importante para o Clube, que entende este momento que o Cruzeiro vive e está junto com a instituição. As dificuldades foram acertadas e é importante destacar também a retomada de credibilidade que estamos iniciando agora no Cruzeiro”.

O processo


Na manhã deste sábado, o Superesportes noticiou a ação da Bem Protege contra o Cruzeiro no valor de R$ 2.450.800,00. Conforme os documentos, a empresa de proteção veicular alegou que “enorme crise financeira, institucional e técnica”, o rebaixamento do Cruzeiro, o afastamento de dirigentes, a renúncia do presidente Wagner Pires de Sá e as investigações das Polícias Civil e Federal “denegriram a imagem da instituição esportiva e, por óbvio, macularam também o nome dos parceiros”.

O Cruzeiro chegou a retirar de suas propriedades - uniformes, banners, redes sociais, etc. - marcas alusivas à Bem Protege. No site oficial, os parceiros celestes são o banco Digimais, a Adidas, a Multimarcas Consórcios, o Supermercados BH, o frigorífico Saudali, o hospital Lifecenter, a cerveja Brahma, a fábrica de monitores LED AOC e as empresas do ramo alimentício Temperatta e Vilma.

No contrato de patrocínio, a Bem Protege pagaria ao Cruzeiro R$ 840 mil em 12 parcelas de R$ 70 mil. Até outubro, o valor quitado seria de R$ 490 mil. Ao pedir a rescisão, a empresa solicitou o cancelamento das cinco últimas prestações de R$ 70 mil, um total de R$ 350 mil. Agora, com a extinção do processo, clube e patrocinador vão definir em quais espaços serão feitas as publicidades. Em 2019, a Bem Protege estampou a sua marca na gola da camisa celeste.

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