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Cruzeiro vê orçamento de R$ 80 milhões 'apertado' e busca forma de elevar receitas

Presidente do Conselho Gestor diz que clube deve obter empréstimos

postado em 31/01/2020 07:00 / atualizado em 31/01/2020 01:11

(Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro)
Inicialmente calculado em R$ 80 milhões, o orçamento do Cruzeiro em 2020 poderá ser reajustado. Segundo Saulo Fróes, presidente do Núcleo Dirigente Transitório, a diretoria estuda alternativas para capitalizar recursos e ampliar as receitas. O principal objetivo é diminuir a dívida total, estimada atualmente em R$ 800 milhões. O balanço financeiro do exercício de 2019 será fechado por uma auditoria independente e divulgado em um portal da transparência a ser lançado pelo clube.

“Por enquanto está (mantido). Mas vamos criar algumas alternativas, que por enquanto não podemos divulgar, para ver se conseguimos aumentar esse orçamento. R$ 80 milhões está muito apertado, apesar de a gente ter reduzido de forma drástica os custos do Cruzeiro”, disse Fróes, ressaltando em seguida a economia proporcionada pelo corte de gastos efetuados na administração.

Só de empregados (demitidos) foram 110, uma economia de R$ 25 milhões por ano. Fechamos três andares do prédio, acabamos com carros de presidentes, cartão corporativo, não tem mais nenhum diretor com cartão corporativo. As despesas que são feitas - tipo, eu vou a Brasília na quarta-feira para reunir sobre o Profut, e na sexta ao Rio, na CBF - são pagas por mim. O gestor paga por ele mesmo. Parecem despesas pequenas, mas é por isso que o Cruzeiro chegou a esse ponto. Eles não se preocupavam com isso. Cartão corporativo era à vontade”.

Pela venda do lateral-direito Weverton ao Bragantino, o Cruzeiro embolsará R$ 4 milhões. Já o Sócio Reconstrução, com pouco mais de 41 mil cadastrados, tem potencial para garantir quase R$ 500 mil por mês. Há também uma parte da receita de televisão do Campeonato Mineiro que não foi antecipada pela gestão do ex-presidente Wagner Pires de Sá. Saulo Fróes ressaltou ainda que o Conselho Gestor está perto de conseguir empréstimos bancários para o clube.

Tem entrado alguns recursos com vendas pontuais de alguns jogadores. Esse Sócio Reconstrução é um valor pequeno, mal vai pagar dois ou três salários dentro do nosso teto. Nós temos também alguns recursos provenientes de Campeonato Mineiro. Estamos fazendo desse recurso uma engenharia financeira para colocar (os salários) em dia. Estamos estudando também um empréstimo. A situação do Cruzeiro em termos de credibilidade é ruim diante das instituições financeiras. Estamos já negociando com os bancos. Quase todos praticamente já conseguimos”.

No departamento de futebol, o objetivo do Cruzeiro é gastar no máximo R$ 4 milhões mensais em salários durante a Série B. Para isso, a diretoria readequou remunerações de jogadores que optaram pela permanência na Toca, casos do goleiro Fábio, do lateral-direito Edilson e do zagueiro Leo. Outros foram emprestados, como o lateral-direito Orejuela (Grêmio), o zagueiro Manoel (Trabzonspor, da Turquia), o volante Henrique (Fluminense), o meia Marquinhos Gabriel (Athletico-PR) e o atacante Sassá (Coritiba).

Ex-CEO do Cruzeiro, Vittorio Medioli afirmou no dia 26 de dezembro de 2019 que o débito total com atletas girava em torno de R$ 95 milhões. O empresário Pedro Lourenço, dono do Supermercados BH - patrocinador máster do clube -, colaborou com R$ 12 milhões para regularizar especialmente os pagamentos de jovens formados nas categorias de base da Raposa.

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