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Rafael abre o jogo sobre saída do Cruzeiro e rebate críticas: 'Consciência tranquila'

Goleiro foi chamado de 'mercenário' por torcedores nas redes sociais

postado em 20/03/2020 15:30 / atualizado em 20/03/2020 16:08

(Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro)
Depois de pouco falar sobre a conturbada saída do Cruzeiro, Rafael abriu o jogo em entrevista ao programa 98 Esportes, da Rádio 98, na manhã desta sexta-feira. O goleiro do Atlético afirmou estar com a consciência tranquila da decisão tomada, já que, segundo ele, o ex-clube deixou de cumprir muitas promessas.

Nesse período, preferi ficar calado, na minha, às vezes escutando coisas que não eram verdadeiras. Toda história realmente tem dois lados. Às vezes as pessoas não se colocavam no meu lugar e não olhavam o que eu estava passando. Quando temos a consciência tranquila, a gente supera as coisas que não são verdadeiras. Sabemos que um dia elas vão aparecer”, disse.

“Sempre tentei resolver toda essa situação de maneira amigável e correta. Para isso, tive muitas reuniões, nas quais várias coisas foram ditas, não cumpridas e que mudavam a todo momento. Infelizmente, me vi na última situação, porque era uma decisão que já havia tomado de seguir a minha vida e poder buscar novos caminhos, objetivos e sonhos”, complementou.

Promovido ao time principal da Raposa em 2008, um ano depois de conquistar a Copa São Paulo de Futebol Júnior, Rafael era reserva de Fábio. O ex-camisa 12 cruzeirense teve sua grande oportunidade entre agosto de 2016 e maio de 2017, quando o titular esteve em tratamento de lesão no ligamento cruzado anterior do joelho direito.

Ao todo, Rafael disputou 112 partidas com a camisa celeste. Aos 30 anos e sem perspectivas de atuar com regularidade em 2020, preferiu buscar protagonismo por outra agremiação. “Já tinha 12 anos no clube e precisava seguir, já que o clube tinha feito a opção de seguir algumas linhas e coisas que conversaram comigo e não cumpriram”.

Para deixar o Cruzeiro, Rafael entrou com ação na 19ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte. A rescisão contratual foi acertada em audiência de conciliação no dia 14 de fevereiro. À época, o interlocutor do núcleo gestor do clube com o departamento de futebol, Carlos Ferreira Rocha, chamou o goleiro de “ingrato e ganancioso” devido à maneira como saiu da Toca. Nas redes sociais, torcedores celestes também não pouparam críticas, sobretudo pelo fato de o atleta ter se transferido justamente para o maior rival, o Atlético.

Ciente de todo o impacto da mudança, Rafael considerou injustos os rótulos de “Judas” e “mercenário”.  Ele também ressaltou que a ida para o Atlético se deu por questões profissionais e todos compreenderão a escolha em um futuro próximo.

“As pessoas sempre julgam e dizem que fui Judas, mercenário e tudo, mas tenho a consciência tranquila. Deixei muitas coisas de dinheiro, não foi por causa de dinheiro, e sim profissional. Acho que é assunto passado, não guardo mágoa, sigo minha vida”, comentou o goleiro.

“Terei muito tempo para mostrar que sou um cara correto. Com o tempo, as pessoas vão ver que tomei a melhor decisão para a minha carreira. Estou feliz com a oportunidade que tenho no Galo e lisonjeado por isso. É seguir trabalhando, sem mágoa e sem ressentimento das coisas. Tudo vai se resolvendo, a poeira vai baixando e eles vão vendo que fiz da maneira correta”, concluiu.

Rafael assinou contrato com o Atlético até dezembro de 2022. O acordo prevê renovação automática por mais um ano (2023) caso o goleiro cumpra metas. O camisa 32 foi titular na vitória por 3 a 1 sobre o Villa Nova, dia 14 de março, no Estádio Castor Cifuentes, em Nova Lima, pela nona rodada do Campeonato Mineiro.

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