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Presidente do Cruzeiro traça plano para quitar dívidas e evitar novas punições

Sérgio Rodrigues enumera opções para ter recursos em curto prazo

postado em 25/05/2020 21:19

(Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)
Eleito na quinta-feira passada como presidente do Cruzeiro até 31 de dezembro deste ano, Sérgio Santos Rodrigues já começou, efetivamente, o trabalho de reorganizar o clube, principalmente na área de finanças. A preocupação é quitar débitos pendentes, especialmente no caso da cobrança do Zorya Luhansk, da Ucrânia, pela compra dos direitos do atacante Willian ‘Bigode’, em 2014. O valor, de R$ 11 milhões, precisa ser pago até sexta-feira, dia 29. 

Caso não pague a dívida, o Cruzeiro corre o risco de sofrer nova punição aplicada pela Fifa. O clube celeste já perdera seis pontos na Série B deste ano, por causa de débito não quitado, de 850 mil euros, pela contratação por empréstimo do volante Denílson ao Al Whada, dos Emirados Árabes, em 2016. Com prazo curto para resolver mais um problema financeiro, o novo presidente celeste anunciou estratégias emergenciais para angariar recursos.   

“Bato muito na tecla do planejamento. Já trabalhávamos com esse cenário e vamos por quatro caminhos distintos: reunião com instituições financeiras, reunião com parceiros investidores privados, possibilidade de venda de jogadores, parcial ou total, e por fim o nosso time de marketing e área comercial, que já elaborou plano bacana para o centenário, no ano que vem, que será marcante. A quarta alternativa passa pela venda de propriedades atreladas ao centenário e patrocínio máster”, explicou. 

“São essas as quatro vias que a gente tem atacado e que esperamos consolidar algumas delas para resolver o problema na sexta-feira”, acrescentou o novo mandatário do Cruzeiro, em entrevista ao SportsCenter, da ESPN Brasil. Ele disse que tem uma série de reuniões marcadas com a nova diretoria e apoiadores do clube em busca de soluções imediatas. 

Apesar da situação delicada nas finanças, Sérgio Rodrigues considera que o Cruzeiro tem uma luz no fim do túnel. “Falência não, hão há hipótese alguma, até pelo tamanho do Cruzeiro. Por mais difícil que seja o rombo, vários clubes que jogam a Série A estão com balanço igual ao do Cruzeiro. Temos os nossos problemas, que são muitos, mas são sobretudo de curto prazo. Queremos fazer do Cruzeiro uma grande organização, colocar todos os elementos que o clube precisa para ser bem organizado”, projetou. 

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