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Wagner se oferece para jogar no Cruzeiro: 'Quero retribuir o que o clube fez por mim'

Jogador disse que aceitaria se adequar à realidade financeira da Raposa

postado em 02/07/2020 09:00 / atualizado em 02/07/2020 10:20

(Foto: Al-Khor/Divulgação)
Sem clube desde que deixou o Al-Khor, do Catar, em janeiro, o meia Wagner se ofereceu para retornar ao Cruzeiro. Em entrevista ao programa Bastidores, da Rádio Itatiaia, o jogador de 35 anos manifestou o interesse de defender a Raposa em 2020, independentemente de questões financeiras.

“Se eu tiver que me adequar em questões financeiras para ajudar o Cruzeiro... por mim, se quiser me dar R$ 5 mil, R$ 10 mil, R$ 15 mil... se quiser me dar R$ 1 mil eu aceito. Eu só quero ajudar e retribuir o que o Cruzeiro já fez por mim. A questão financeira não é empecilho nenhum na minha vida para retornar ao Cruzeiro. Basta o Cruzeiro realmente querer”.

Tão logo deixou o Catar, Wagner visitou a Toca da Raposa II, em janeiro, durante a pré-temporada do elenco comandado pelo técnico Adilson Batista, com quem havia trabalhado no Cruzeiro de 2008 a 2009. Uma possibilidade de negociação foi discutida com o Núcleo Dirigente Transitório, mas não avançou.

“Lá a gente conversou, eu falei com ele que gostaria de seria muito bom voltar a trabalhar com ele e poder ajudar o Cruzeiro neste ano que será muito complicado. Mas acabou que as coisas não caminharam da maneira que eu esperava. Tiveram as mudanças, Conselho Gestor, muita coisa acontecendo no Cruzeiro, e acabou que não deu certo. Eu sigo trabalhando. Em algum momento as coisas vão se encaixar”.

Revelado pelo América, Wagner chegou ao Cruzeiro ainda jovem, aos 19 anos, em 2004. No início, atuou por várias vezes improvisado na lateral esquerda, sobretudo com o técnico Levir Culpi, até conquistar espaço em sua posição, o meio-campo, sob o comando de Paulo César Gusmão.

(Foto: Jorge Gontijo/EM D.A Press)

Em 2006, o ex-camisa 10 viveu a melhor fase pelo clube celeste, quando marcou 15 gols em 49 jogos e foi convocado junto com o goleiro Fábio pelo técnico Dunga para representar a Seleção Brasileira no amistoso contra a Noruega, em 16 de agosto. Os cruzeirenses não saíram do banco de reservas no empate por 1 a 1.

No início de 2007, o Cruzeiro negociou Wagner com o Al Ittihad, da Arábia Saudita, por 5,4 milhões de euros (R$ 14,7 milhões na cotação da época), mas só recebeu 1 milhão. Por causa da inadimplência, o armador acabou “devolvido” ao clube mineiro em julho.

Em 2009, Wagner foi o camisa 10 do Cruzeiro na campanha do vice-campeonato da Copa Libertadores. Um mês depois da derrota de virada para o Estudiantes, por 2 a 1, no Mineirão, o jogador acertou com o Lokomotiv Moscou, em 13 de agosto. Os russos pagaram 6 milhões de euros (R$ 15,7 milhões), com a Raposa embolsando um terço do valor: 2 milhões (R$ 5,2 milhões).

No geral, Wagner disputou 219 partidas com a camisa celeste e marcou 36 gols. Pelo Cruzeiro, sagrou-se campeão mineiro, em 2006, 2008 e 2009, e ganhou por duas vezes a Bola de Prata da Revista Placar, em 2006 e 2008. O armador também teve boa passagem pelo Fluminense, de 2012 a 2015, além de defender Gaziantepspor, da Turquia; Tianjin Teda, da China; e Vasco.

Outro ex-cruzeirense que se dispôs a voltar à Toca foi o volante Nilton, bicampeão brasileiro pelo clube, em 2013 e 2014. Entretanto, não houve interesse por parte de comissão técnica e diretoria. Conhecido pelo chute forte de pé direito e bom cabeceio, o meio-campista de 33 anos marcou 11 gols em 97 jogos pela Raposa.

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