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Pernambucano

Apesar de ter ido buscar o empate, Santa Joga mal e técnico segue ameaçado

Caça Rato foi o salvador da equipe coral ao marcar o gol de empate contra o Serra Talhada

postado em 18/03/2013 08:50

Ricardo Fernandes/DP/D.A Press
Serra Talhada – O Santa Cruz entrou em campo, ontem, com uma carga elevadíssima de pressão. Incomum para uma partida diante de uma equipe do interior. Logo nos minutos iniciais do jogo contra o Serra Talhada, no estádio Nildo Pereira, o nervosismo tomou conta dos corais. Erros de passes e de posicionamento deixavam às claras a ansiedade. A equipe coral jogava para aliviar a crise que teima em se instaurar no clube e, também, garantir o emprego do técnico Marcelo Martelotte. Após começar perdendo, o empate em 1 a 1 acabou sendo um bom resultado para os tricolores. O treinador, no entanto, continua sob a desconfiança da torcida e com o cargo em xeque.

As más condições do gramado do Pereirão não poderiam servir como desculpa para uma derrota do Santa Cruz. Mas o fato é que a grama prejudicou mais o time da capital. O campo, e também, claro, as próprias limitações dos tricolores, tornavam o Santa Cruz uma presa fácil.

O Serra, por outro lado, não se aproveitava dos diversos erros do adversário com a bola no chão. Mas o time mandante conseguiu chegar ao gol. Através de uma cobrança de falta. Do meio da rua, aos 26 minutos do primeiro tempo, a zagueiro Alex Costa acertou o canto direito de Tiago Cardoso: 1 a 0. A partir daí, o Cangaceiro cresceu no jogo. Esboçou cerca de dez minutos de sequenciadas investidas. Chegou perto de ampliar ao acertar o travessão. Nos últimos quinze minutos da etapa inicial, a equipe coral partiu de vez para cima. Desordenadamente. Em vão.

Empate

As vaias e xingamentos de “burro, burro”, característicos no Arruda, ecoaram também no Pereirão, ontem, ao final do primeiro tempo. O alvo: Marcelo Martelotte. O treinador não mexeu na equipe no intervalo. No retorno, o Serra Talhada voltou melhor e, em duas bolas paradas, por pouco não ampliou o placar. Foi quando o técnico coral resolveu mudar sua equipe. Nininho entrou na vaga de César Lucena. Everton Senna foi para zaga.

O Tricolor reagiu. Em um contra-ataque construído de forma rápida, Caça-Rato entrou na grande área e chutou rasteiro. Carlos ainda tentou defender, mas não impediu o gol: 1 a 1. O Tricolor despertou e a partida ficou aberta. No último minuto, Dênis Marques teve a oportunidade de fazer o gol da vitória. Cheio de preciosismo acabou desperdiçando a chance.