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Inspirado no Emelec, Cruzeiro propôs à Adidas camisa com referências a ídolos e títulos

Clube celeste fechou contrato com fornecedora alemã até dezembro de 2022

postado em 18/10/2019 08:30 / atualizado em 18/10/2019 12:38

<i>(Foto: El Universo/Reprodução)</i>
Ao fechar contrato com a Adidas, o Cruzeiro propôs estampar nos números das camisas ilustrações de ídolos e troféus conquistados pelo clube. O projeto foi apresentado em abril pelo marketing do clube a representantes da fornecedora de material esportivo.

Atletas como Sorín, Alex, Fábio, Nelinho, Tostão, Dirceu Lopes e Ricardinho seriam homenageados no modelo elaborado pelo designer Matheus Nerys. Em outro modelo visualizado pela reportagem, estão estampados os troféus das seis Copas do Brasil.

A camisa do Emelec, do Equador, serviu de inspiração para o Cruzeiro na proposta à Adidas. Em celebração ao aniversário de 90 anos, o clube de Guayaquil inseriu nos números ilustrações de George Lewis Capwell, fundador da instituição, e de técnicos importantes, casos de Gustavo Quinteros, Omar De Felippe, Alfredo Arias e Jorge Sampaoli. O preço da peça era de US$ 64,90 (R$ 260, na cotação atual).

Vale lembrar que Cruzeiro e Emelec duelaram pela fase de grupos da Copa Libertadores. No dia 3 de abril, a Raposa ganhou por 1 a 0, no Equador, gol do meia Rodriguinho. Em 8 de maio, perdeu de virada por 2 a 1, no Mineirão.

Não há a confirmação de que o modelo tipografado será o principal do Cruzeiro em 2020. Internamente, o departamento de marketing aventa a possibilidade de lançar como uniforme número três.

<i>(Foto: Reprodução)</i>

Royalties


No contrato com a Adidas, o Cruzeiro não receberá um valor fixo, mas um percentual por cada camisa vendida pela empresa aos lojistas, conforme informado pelo site Yahoo! Esportes, em 16 de outubro. O valor por peça da fabricante para o comerciante seria de R$ 120.

Segundo números obtidos pelo Superesportes, o Cruzeiro embolsará, em 2020, 24% do dinheiro proveniente da comercialização das peças de fábrica. Em 2021, ano do centenário do clube, a comissão sobe para 27%. Além disso, há royalties de 7% das lojas oficiais do clube e da empresa de comércio eletrônico Netshoes.

Assim, em uma camisa com preço de custo de R$ 120, o Cruzeiro tem direito a 24% - ou seja, R$ 28,80. Já o uniforme vendido pelo lojista, por R$ 249,90, a participação seria de 7% - R$ 17,50. Na somatória, poderá faturar mais de R$ 46 por camisa.

A aposta é que com a Adidas, empresa bastante prestigiada por consumidores de produtos esportivos, o Cruzeiro consiga compensar a ausência de um valor fixo anual com a venda de camisas e outros produtos ligados ao clube (agasalhos, bonés, calças, meias, bolas, etc.). Para superar os R$ 6 milhões pagos pela Umbro, será necessário comercializar no mínimo 210 mil peças, uma média de 17,5 mil mensais.

Contrato


O contrato de fornecimento de material esportivo da Adidas com o Cruzeiro valerá até dezembro de 2022, com opção de renovação por mais três anos.

A Adidas já confeccionou os uniformes do Cruzeiro de 1985 a 1989, exibindo a icônica flor de lótus na camisa. Embora tenha conquistado somente o Campeonato Mineiro de 1987, o time foi semifinalista do Brasileiro do mesmo ano e chegou à decisão da Supercopa Libertadores de 1988.

Depois, o Cruzeiro teve parceria com Finta (1990 a 1996), Rhumell (1997 a 1998), Topper (1999 a 2005), Puma (2006 a 2008), Reebok (2009 a 2011), Olympikus (2012 a 2014), Penalty (2015 a 2016) e Umbro (2016 a 2019).

<i>(Foto: Reprodução)</i>

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