DA ARQUIBANCADA

Ainda é possível. Acredita, América!

'A chegada de Givanildo Oliveira traz de imediato a esperança de mudança positiva no ânimo dos atletas'

postado em 12/11/2018 11:19 / atualizado em 12/11/2018 11:27

Rodrigo Clemente/EM/D.A Press
Retrato de momento de uma quase tragédia anunciada. O presidente do América, Marcus Salum, vacilou no período em que o Campeonato Brasileiro ficou parado durante a realização da Copa do Mundo, na Rússia. Ele demorou além da conta para definir o substituto de Enderson Moreira, que tinha se mandado para o Bahia. Quando escolheu o diretor de futebol Ricardo Drubscky para ser o treinador do time, sua decisão mostrou-se equivocada: foram dois jogos e duas derrotas. Seis pontos perdidos que estão fazendo falta.

Em seguida, Salum resgatou Adilson Batista do limbo profissional em que estava há três anos e o efetivou como treinador do América. Adilson ficou aqui da 15ª à 33ª rodada, com quatro vitórias, oito empates e sete derrotas em 19 jogos. Aproveitamento fraco, de 35%. Foi demitido no sábado, logo depois da derrota para o lanterna Paraná, deixando o time na zona de rebaixamento à Série B. Foi bem nas primeiras rodadas, mas depois se perdeu. Que seja feliz no próximo clube que o contratar.

Desta vez, Salum foi rápido no gatilho e já no domingo anunciou a contratação de Givanildo Oliveira (foto). Este profissional experiente, que foi jogador de qualidade, tendo chegado à Seleção Brasileira, é o treinador mais vitorioso que o América já teve. Em quatro passagens por aqui, conquistou três títulos importantes: campeão da Série B, em 1997; campeão da Série C, em 2009; campeão mineiro, em 2016. Ainda assim, é odiado por muitos torcedores americanos. O que prova mais uma vez que, de maneira geral, o brasileiro é um povo sem memória e, por isso mesmo, não valoriza o seu passado e não respeita aqueles que trouxeram algum brilho e alguma paz e alegria a esse tempo que passou. O que não condiz em nada com uma das frases que marca a história do clube: “O América é grato àqueles que engrandecem o seu pavilhão”.

Ainda que o momento do time na competição seja de perigo total na área, a chegada de Givanildo Oliveira traz de imediato a esperança de mudança positiva no ânimo dos atletas. Na sequência, independentemente de ser a favor ou contra a presença do ilustre pernambucano, acredito que todos os americanos desejam que ele retome a normalidade na escalação da equipe, com laterais sendo escalados nas laterais, meio-campistas no meio-campo e atacantes no ataque – nesse caso, nos lados e no centro. E que o time faça gols. De minha parte, gostaria muito de ver o retorno de Christian e de Ademir ao time, ambos jovens, bons de bola e com energia e criatividade suficientes para ajudar o Coelho a voltar a ser Coelhão.

O momento é de união de todos e de apoio ao novo velho treinador do América. Nesse sentido, já que Marcus Salum errou duplamente ou deu azar quando escolheu Ricardo Drubscky e Adilson Batista, espero que, com Givanildo Oliveira, ele tenha acertado e dê a sorte que o América precisa para ficar na Série A. Ou seja: que a quase tragédia anunciada não se concretize.

Não vai ser fácil, mas ainda é possível. Acredita, América!

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