DA ARQUIBANCADA

O sonho não acabou

"'Secar', com ou sem fé, nossos adversários. É aquele negócio: se for para morrer, antes eles do que nós"

postado em 19/11/2018 11:17 / atualizado em 19/11/2018 13:16

Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press

O América derrotou brilhantemente o Santos por 2 a 1, mas foi prejudicado pela arbitragem. Era para ter sido 3 a 0: o gol dos santistas foi irregular, pois teve uma falta claríssima não marcada pelo árbitro na origem da jogada, e Rafael Moura foi derrubado na área, em pênalti igualmente não assinalado pelo incompetente ou mal-intencionado Dewson Fernando Freitas da Silva. Persona non grata, assim como os árbitros Héber Roberto Lopes, que apitou América 1 x 2 Cruzeiro e impediu o empate americano ao não marcar pênalti escandaloso de Dedé em Matheusinho, e Eduardo Tomaz de Aquino Valadão, soprador de apito no jogo Ceará 2 x 2 América, partida que o Coelhão vencia por 2 a 0, com tranquilidade, até que o incompetente ou mal-intencionado foi generoso com o Vozão e presenteou o velhinho cearense com dois gols irregulares, segundo o próprio site da CBF. Se esses três árbitros tivessem apitado dentro da normalidade, com imparcialidade e correção profissional, o América somaria mais cinco gols ao seu saldo e estaria com 40 pontos, na 14ª posição, à frente de Vitória (36 pontos), Chapecoense (37), Ceará (37 – descontado aquele ponto conquistado com a ajuda do árbitro), Sport (38) e Vasco (39). Bem melhor do que está hoje, segunda-feira, 19/11/2018.

Não sei se Givanildo Oliveira conseguirá a façanha de tirar o América do lodaçal em que o encontrou na tabela de classificação, e conquistará as duas vitórias necessárias para que o clube permaneça na Série A. Porém, é fato que, com ele, o futebol do time mudou da água parada para um vinho tinto de qualidade, que proporciona prazer e saúde ao torcedor. O velho Giva chegou e enxergou o óbvio no grupo que tem em mãos para trabalhar: jovens, bons de bola e lutadores, Ademir e Christian têm de jogar, assim como o experiente Rafael Moura, o melhor centroavante de ofício que o clube tem. Ao enxergar o óbvio ululante, Givanildo já melhorou em muito a qualidade da equipe. E a vitória do Coelho sobre o Peixe veio de maneira natural e justa. Era para ter sido 3 a 0 ou mais, se as bolas chutadas por Ademir e Christian não fossem barradas pelas traves amigas do goleiro Vanderlei, do Santos.

Como o time encorpou no futebol e se fortaleceu emocionalmente com a convincente vitória sobre o Santos, cabe a dirigentes, treinador e jogadores se prepararem o melhor que puderem para encarar o líder Palmeiras na quarta-feira, em São Paulo. Ao torcedor, sugiro fazer as duas coisas que também farei: 1) Acreditar e enviar energias positivas à equipe, cada um à sua maneira: os que forem de acender velas, que acendam velas; os que forem de orixás, que peçam sua proteção ao América; os que forem de santos e santas, que igualmente peçam sua proteção à equipe; os que forem de falar diretamente com Deus, sem intermediários, que peçam a Ele, com fervor, que abra os caminhos da vitória ao Coelhão; os que forem ateus, que vistam suas camisas verdes e torçam com vontade e firmeza; 2) “Secar”, com ou sem fé, nossos adversários. É aquele negócio: se for para morrer, antes eles do que nós. O sonho não acabou.

Coeeeeelho!

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