DA ARQUIBANCADA

2018 foi uma porcaria!

Para administrar bem um clube, torná-lo vitorioso, é preciso ter um dom? Ou basta unir trabalho, competência e conhecimento? Com a palavra, o presidente e diretores do América

postado em 07/12/2018 10:39 / atualizado em 07/12/2018 10:44

Montagem: Paulo Filgueiras; Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press
Há dois dias, o editor de Esportes, Álvaro Duarte, me informou que esta seria a última coluna do ano. “Você aproveita para desejar boas festas e se despedir de seus leitores”, ele disse. Na segunda-feira, um dia depois da tragédia do Maracanã, eu tinha publicado uma coluna extra no portal Superesportes, na qual, por meio da ironia, esforcei-me para superar a frustração, a raiva e a tristeza pelo rebaixamento do América e acreditei ter encerrado ali meu compromisso com a meia dúzia de torcedores que a cada semana me honram com sua leitura. Escrevi, publiquei e descansei. Ledo engano.

Veio o Álvaro e me retirou da região dos sonhos, das férias merecidas, da saída silenciosa à francesa, do até o ano que vem, Coelhão. Sim, há muito a dizer sobre este rebaixamento do América à Série B, há erros de sobra da diretoria que merecem ser listados e analisados para que possamos entender os motivos que fizeram o clube frequentar por muitas rodadas a primeira página da tabela de classificação e, depois, por pura incompetência administrativa, engatar uma marcha a ré e estacionar seu ultrapassado fordinho bigode bem lá no fundo da empoeirada garagem da História. Sim, há muito a dizer, analisar e criticar, mas fiz isso o ano todo e confesso: cansei.

Assim sendo, apenas solicito: ó, Série A, diga-me o que tens e o que fazes de mal para ser tão odiada e rejeitada pelos dirigentes do América Futebol Clube. E, se puderes, responda-me: o que é que se passa de sombrio e misterioso nos bastidores do Lanna Drumond que faz com que o nosso querido Coelho não consiga se erguer do gramado e ficar por dois anos seguidos na Primeira Divisão do futebol brasileiro?

Segundo a Wikipédia, “Chapecó é um município do estado de Santa Catarina, na Região Sul do Brasil. Sendo um importante centro industrial, financeiro e educacional, é grande produtor de alimentos industrializados”. A cidade tem cerca de 170 mil habitantes. Pequena cidade, cujo time, a Chapecoense, fundado em 1973, subiu para a Série A em 2014 e de lá não saiu mais. Diz a Wikipédia: “A Chapecoense foi campeã da Copa Sul-Americana, em 2016; e, em 2017, vice-campeã da Recopa Sul-Americana, da Copa Suruga Bank e do Troféu Joan Gamper”. Já são, ao todo, sete participações em competições internacionais.

Para administrar bem um clube de futebol, torná-lo vitorioso, é preciso ter um dom? Ou basta saber unir trabalho, competência e conhecimento do assunto? Com a palavra, o presidente e os diretores do América.

A você, torcedora ou torcedor, desejo boas festas. E que o Coelhão seja forte e vencedor em 2019. Até lá.

A coluna entra em recesso hoje e retorna em janeiro

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