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Árbitro relata pressão de Caetano e Victor, do Galo: 'Isso foi mandado?'

Bruno Arleu de Araújo (RJ) disse que foi abordado por Rodrigo Caetano e Victor quando se dirigia ao vestiário dos árbitros, após jogo entre Goiás e Atlético

01/05/2022 00:18 / atualizado em 02/05/2022 10:38
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Rodrigo Caetano (foto) e Victor podem ser denunciados por pressão sobre a arbitragem
foto: Bruno Sousa / Atlético

Rodrigo Caetano (foto) e Victor podem ser denunciados por pressão sobre a arbitragem


O árbitro da partida entre Goiás e Atlético relatou, em súmula, pressão exercida no vestiário pelo diretor de futebol Rodrigo Caetano e pelo gerente Victor, ambos do Galo, por decisões tomadas no empate por 2 a 2 na Serrinha, em Goiânia, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.



Bruno Arleu de Araújo, do Rio de Janeiro, disse que foi abordado por Rodrigo Caetano e Victor quando se dirigia ao vestiário dos árbitros, ao fim da partida.

Relato na súmula feito pelo árbitro Bruno Arleu de Araújo, do Rio de Janeiro
foto: Reprodução

Relato na súmula feito pelo árbitro Bruno Arleu de Araújo, do Rio de Janeiro

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"Os Srs. Rodrigo Vilaverde Caetano e Victor Leandro Bagy forçaram a passagem e invadiram o corredor de acesso ao vestiário da arbitragem, por uma porta que se encontrava aberta. O sr. Rodrigo Caetano, muito exaltado e desrespeitoso, proferia as seguintes palavras: "Vocês foram uma vergonha hoje! Isso foi mandado? O Galo não pode vencer mais? Foi o Seneme (chefe de comissão de arbitragem)? Foi a CBF? Parabéns CBF!", diz a súmula da partida.

As principais queixas do Atlético em relação à arbitragem foram a não expulsão de Danilo Barcelos, do Goiás, logo no início do jogo, por entrada dura em Guga, e a marcação do pênalti a favor do clube esmeraldino por toque no braço do lateral alvinegro Arana.

De acordo com o árbitro Bruno Arleu de Araújo, o ex-goleiro Victor, hoje gerente de futebol, ainda o acusou de omissão: "O sr. Victor Bagy proferia as seguintes palavras: "Vocês foram omissos!".

Em seguida, Rodrigo Caetano e Victor foram contidos pelo policiamento e por seguranças.

A reportagem do Superesportes procurou o diretor de futebol do Atlético para ouvi-lo sobre os relatos feitos pelo árbitro. Ele não se manifestou até o fechamento desta reportagem.

Rodrigo Caetano e Victor poderão ser denunciados pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pela pressão exercida sobre a arbitragem.

Porta quebrada


Depois do jogo, o assessor de imprensa do Goiás, Fernando Lima, acusou o atacante Hulk de ter quebrado a porta do vestiário dos árbitros da Serrinha. 

A foto da porta do vestiário foi enviada pelo profissional do Goiás em um grupo de mensagens com jornalistas que cobrem o dia a dia do clube. A imagem estava acompanhada do texto: "Incrível Hulk e o chute que ele deu na porta na entrada do vestiário da arbitragem". 

Nas redes sociais, Hulk se defendeu e tratou a acusação como fake news, notícia falsa, em português.

"Fake news! Acusar alguém pelo que não fez é crime!", escreveu. 

Por causa do episódio, a diretoria do Atlético pediu desculpas ao Goiás, mas não esclareceu quem teria sido o responsável pelo ato no estádio esmeraldino.

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