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MERCADO DA BOLA

Sem adiantamento, Corinthians só deve receber 1ª parcela por Pedrinho no fim de agosto

Meia-atacante foi vendo ao time português por R$ 120 milhões

postado em 18/07/2020 10:02

(Foto: Divulgação/Benfica)
A janela de transferências internacionais de Portugal foi adiada de julho para agosto. Ou seja, só a partir do próximo mês é que Corinthians e Benfica poderão registrar a transferência de Pedrinho no TMS, sigla em inglês para o sistema internacional de transferências gerido pela Fifa.

Apesar do contrato entre Corinthians e Benfica já existir, assinado, assim como o documento entre Pedrinho e seu novo clube, a transferência não pode ser inserida no TMS enquanto a janela não abrir.

O adiamento reflete na dificuldade do clube brasileiro em conseguir o adiantamento do valor total da venda, que foi concluída em 20 milhões de euros, cerca de R$ 120 milhões, junto a um fundo financeiro internacional.

O acordo foi firmado para um pagamento em cinco parcelas. A Gazeta Esportiva apurou que os portugueses têm de executar o primeiro valor cerca de 15 dias após o registro no TMS.

Desta maneira, se o insucesso na tentativa em conseguir antecipar o recebimento do montante persistir, o Corinthians só deve ganhar fôlego na segunda quinzena de agosto, isso se o Benfica cumprir à risca o que está no papel, ao tomar posse de aproximadamente R$ 25 milhões.

A morte do argentino Emiliano Sala é o maior exemplo da precaução das instituições financeiras para realizar operações como esta pretendida pelo Corinthians. 

Climão

Os negócios feitos entre Corinthians e Benfica por Pedrinho e Yony González não têm relação contratual. O meia-atacante criado no Terrão do Parque São Jorge, aliás, só terá um rumo diferente para a próxima temporada se o time de Lisboa resolver pagar uma multa equivalente a R$ 245 milhões, como revelou a Gazeta Esportiva.

Ainda assim, Andrés Sanchez se mostrou preocupado com o reflexo da devolução do atacante colombiano.

“Quando fechamos o Pedrinho, indiretamente, tiveram que pôr o Yony. Para nós interessava, depois teve várias outras negociações com Benfica, ninguém cedeu nada e por bem entendemos que era melhor devolver. O Yony tem mais quatro anos lá, não tem nada tecnicamente, não foi só financeiro, não chegamos num determinador comum. Temos uma reunião com Benfica semana que vem e vamos ver o que acontece” (...) “Temos de conversar, porque foi só por e-mail, para a gente chegar no denominador comum para não ficar aresta”.

A "aresta" não implica em dinheiro, e sim no ‘climão’ que toda a situação causou. O Corinthians está ciente de que os dirigentes do Benfica não gostaram da decisão alvinegra, principalmente pela atual crise financeira que o mundo está sofrendo devido a pandemia do coronavírus. O Timão, se tudo tivesse ocorrido como esperado, teria de pagar cerca de 3 milhões de euros para efetuar a compra de Yony González. 

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