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Chance para Murilo: Cruzeiro tem histórico de jovens zagueiros que se deram bem; veja

Defensor de 20 anos ainda busca sequência como titular entre os profissionais

postado em 21/06/2017 21:25 / atualizado em 22/06/2017 01:07

Juarez Rdorigues/EM/D.A.Press

O zagueiro Murilo Cerqueira terá mais uma oportunidade como titular no time do Cruzeiro. Ele substituirá Leo, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, e será o companheiro do equatoriano Kunty Caicedo no duelo contra a Ponte Preta, às 19h30 desta quarta-feira, no Moisés Lucarelli, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. O jovem de 20 anos vai para o seu sexto jogo na temporada e, para se firmar no time do técnico Mano Menezes, pode se espelhar em histórico de zagueiros jovens que se deram bem com a camisa celeste.

Promovido aos profissionais do Cruzeiro no início deste ano por Mano, Murilo estreou na vitória por 8 a 2 sobre o Brasília, em amistoso realizado ainda na pré-temporada, no dia 25 de janeiro. Na ocasião, o comandante celeste trocou todo o time na volta do intervalo e o defensor entrou na vaga de Leo.

Depois desse amistoso, Murilo ficou quase dois meses sem atuar. Ele só voltou a vestir a camisa do Cruzeiro no dia 21 de março, no empate em 0 a 0 com o Joinville, pela terceira rodada da fase de grupos da Primeira Liga. No duelo, Mano optou por mandar a campo um time totalmente formado por jogadores que não vinham sendo titulares na temporada.

Após essas duas oportunidades jogando basicamente com o time reserva, Murilo Cerqueira ganhou chances de atuar como titular na equipe considerada principal por Mano Menezes. Isso porque Dedé e Manoel estão se recuperando de lesão e Caicedo tem sido constantemente convocado para defender a Seleção Equatoriana em amistosos e jogos das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018.

Nos últimos quatro jogos do Cruzeiro no Brasileiro, Murilo só não participou do empate em 3 a 3 com o Grêmio, na última segunda-feira. O defensor foi titular na vitória por 2 a 0 sobre o Atlético-GO e na derrota por 1 a 0 para o Corinthians, além de ter entrado na primeira etapa da derrota por 1 a 0 para o Bahia.

De volta à equipe titular, o prata da casa pode se espelhar em vários zagueiros jovens que defenderam a camisa estrelada e se deram bem. Relembre alguns exemplos:

Geraldão

Arquivo / EM / D.A.Press

Depois de se destacar nas categorias de base do Valeriodoce, o zagueiro Geraldão foi para o Cruzeiro em 1979, aos 16 anos. Após se profissionalizar no clube celeste em 1981, o defensor foi emprestado naquele mesmo ano ao Al-Arabi, do Catar.

Geraldão retornou ao clube celeste em 1983 e conquistou o Campeonato Mineiro em 1984 e 1987, ano em que foi negociado com o Porto, de Portugal. Ainda no Velho Continente, Geraldão defendeu a camisa do Paris Saint-Germain, da França, na temporada 1991/1992, antes de voltar ao Brasil para jogar pelo Grêmio e encerrar a carreira vestindo a camisa da Portuguesa-SP.

Conhecido por ser um exímio cobrador de faltas e grande cabeceador, Geraldão é o maior zagueiro artilheiro da Raposa, com 30 gols em 170 jogos.

Célio Lúcio

Criado nas categorias de base do Cruzeiro, Célio Lúcio estreou pelo profissional aos 21 anos, no Campeonato Brasileiro de 1992, contra o Corinthians, em um empate por 0 a 0 no Pacaembu. Algum tempo depois, o jovem jogador ganhou a posição e foi titular do time celeste até o ano de 1997, quando deixou o clube aos 26 anos para jogar no Palmeiras. Nesse intervalo, Célio Lúcio disputou 248 jogos com a camisa estrelada, marcou dois gols e conquistou títulos importantes como a Supercopa de 1992, as Copas do Brasil de 1993 e 1996 e a Libertadores de 1997.

Robson

Arquivo / EM / D.A.Press

Após se destacar nas categorias de base do Cruzeiro, Robson estreou pelos profissionais em 1993, aos 18 anos, com a responsabilidade de substituir o experiente Luisinho na final da Copa do Brasil, contra o Grêmio. Na ocasião, o time celeste venceu por 2 a 1 e conquistou a competição pela primeira vez na história.

A personalidade e a boa atuação na partida contra o Grêmio deu bastante crédito a Robson. Ele ganhou mais visibilidade no futebol brasileiro e teve boas passagens pelo exterior. Entre os principais clubes na carreira de Robson estão Marítimo (POR), Leeds United (ING), Energie Cottubs (ALE), Fluminense e Ceará. Ele pendurou as chuteiras aos 33 anos de idade.

Paulão


"Achado" pelo Cruzeiro, aos 17 anos, em Itambacuri, cidade do interior de Minas Gerais, Paulão vestiu a camisa celeste como jogador profissional pela primeira vez em 1986, aos 19 anos. A primeira oportunidade foi dada pelo técnico era Carlos Alberto Silva.

Três anos depois, atuou ao lado de Adilson Batista na zaga celeste, formando dupla de zaga considera por muitos como a melhor da época no futebol brasileiro. Jogando pelo Cruzeiro, os dois foram convocados por Paulo Roberto Falcão para defender a Seleção Brasileira. Paulão ficou no Cruzeiro até 1993, quando foi negociado com o Grêmio.

Luisão

ROGERIO SOARES/TRIBUNA DE SANTOS

O zagueiro fez a maior parte da sua formação no Juventus-SP. Em 2000, no entanto, aos 19 anos, transferiu-se para o Cruzeiro, onde ainda chegou a defender a equipe sub-20. Neste mesmo ano, o atleta disputou três partidas com os profissionais e fez parte do elenco que conquistou a Copa do Brasil daquele ano.

No entanto, o melhor momento do zagueiro com a camisa celeste foi em 2003. Titular absoluto da equipe, Luisão conquistou o Campeonato Mineiro, a Copa do Brasil e o Brasileiro daquele ano. Ele não participou de toda a campanha do time no Nacional, pois foi negociado com o Benfica, de Portugal, em agosto.

Com a camisa estrelada, Luisão disputou 147 partidas marcou 15 gols. Hoje, aos 36 anos, ele permanece no Benfica, pelo qual contabiliza 514 partidas e 45 gols.

Gladstone

Auremar de Castro/Estado de Minas

Gladstone chegou ao Cruzeiro em 2000, aos 15 anos, para defender a equipe sub-17. No entanto, em 2003, aos 18, já teve sua primeira oportunidade entre os profissionais. Tal como aconteceu com Robson, em 1993, Gladstone estreou em uma final de Copa do Brasil. O jovem defensor foi escalado como titular no jogo de volta contra o Flamengo, no Mineirão, em função das suspensões do titular Edu Dracena e de Thiago, substituto de Luisão no duelo do Rio de Janeiro, que terminou empatado por 1 a 1. Na ocasião, o Cruzeiro venceu os cariocas por 3 a 1 e conquistou a Copa do Brasil pela quarta vez na história.

A partir daí, o jovem defensor passou a ser escalado em algumas partidas do Campeonato Brasileiro e fez parte do time que conquistou o troféu de 2003. Nos anos seguintes, Gladstone não teve as mesmas chances no Cruzeiro e acabou emprestado para alguns clubes da Europa, onde não conseguiu se firmar. O jogador retornou ao Brasil e defendeu o Palmeiras, Naútico, Portuguesa, Guarani, entre outras equipes. Atualmente, ele está no Botafogo-SP na Série C do Brasileiro.

Thiago Heleno

Marcio Michelin / Estado de Minas

Formado nas categorias de base do Cruzeiro, Thiago Heleno estreou no profissional em 2006, aos 17 anos, na derrota por 2 a 1 para São Caetano, na primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, o treinador Paulo César Gusmão promoveu a entrada do jogador na vaga de Moisés, que sentiu uma lesão durante a partida.

Thiago Heleno viveu seu melhor momento no clube celeste em 2009, quando foi vice-campeão da Libertadores. Depois de perder o título continental para o Estudiantes, no Mineirão, o zagueiro começou a ser muito questionado pela torcida. Em 2010, após disputar 116 partidas pelo Cruzeiro e marcar seis gols, Thiago Heleno foi negociado com o Corinthians. O zagueiro vestiu ainda as camisas de Palmeiras, Criciúma, Figueirense e atualmente atua pelo Atlético-PR.

Wallace

Juarez Rodrigues/EM

Destaque na base do Cruzeiro e da Seleção Brasileira, Wallace chegou aos profissionais em 2013, aos 18 anos. O zagueiro fez parte do elenco celeste que conquistou o Campeonato Brasileiro em 2013 e 2014 e o Mineiro de 2014.

Sem ser muito aproveitado pelo técnico Marcelo Oliveira - apenas oito partidas com a camisa celeste -, Wallace foi vendido ao Braga, de Portugal, em junho de 2014, por cerca de R$ 28,7 milhões. No entanto, o zagueiro nem atuou pelo clube portugueês, sendo emprestado ao Monaco, da França, por duas temporadas. Atualmente, aos 22 anos, ele defende a Lazio, da Itália, que pagou R$ 36 milhões aos portugueses.

Bruno Viana

Edesio Ferreira/EM

Bruno Viana chegou ao Cruzeiro em 2010, aos 15 anos, e após cinco temporadas defendendo a base celeste, foi promovido aos profissionais. A primeira chance foi em amistoso contra o Rio Branco-ES, em janeiro de 2016, sob o comando do técnico Deivid.

Com a troca de Deivid por Paulo Bento, Viana conquistou a condição de titular no Cruzeiro. Dedé e Manoel, principais defensores do elenco na época, estavam com problemas físicos e não tinham condição de jogo. Apesar de certa irregularidade, Bruno Viana ganhou a confiança de Bento, que o considerava o único defensor celeste com inteligência tática e boa técnica para jogar no futebol europeu. O treinador português foi demitido pelo clube em julho daquele ano.

Com a saída de Bento e a chegada de Mano Menezes, Bruno Viana perdeu espaço. Um mês depois, o Cruzeiro negociou o zagueiro, então com 21 anos, por cerca de R$ 7,6 milhões com o Olympiakos, da Grécia, treinado por Paulo Bento. O defensor disputou 20 partidas com a camisa celeste.

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