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Perrella diz que tem dormido com auxílio de remédios, lamenta ataques em redes sociais e pede voto de confiança da torcida do Cruzeiro

Dirigente celeste pediu apoio do torcedor na reta final do Campeonato Brasileiro

postado em 24/11/2019 08:00 / atualizado em 24/11/2019 16:16

(Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A. Press)

Gestor do futebol do Cruzeiro, Zezé Perrella revelou que tem dormindo com auxílio de remédios em função da preocupação com o momento conturbado pelo qual passa a equipe celeste. Além de viver sérios problemas financeiros, a Raposa corre risco de ser rebaixada para a Série B do Campeonato Brasileiro pela primeira vez na história. Perrella ainda disse que tem sido agredido verbalmente nas redes sociais e que está vivendo o clube 24 horas por dia.

“Da torcida, não posso reclamar nada. A torcida tem prestigiado e tem tido paciência. Mas as torcidas organizadas se julgam no direito de invadir a Toca da Raposa, se julgam no direito de pichar muro. Digo para você: o futebol do jeito que está caminhando, não vai achar dirigente disposto a dirigir nenhum time. Virou negócio perigosíssimo, são torcidas agredindo, soltando fogos em porta de dirigente, pichando. Essa internet é uma praga, as pessoas acham que podem agredir do jeito que quiserem, como se você não tivesse sentimento, como se você não tivesse preocupado com o clube. Estou dormindo a base de 'Lexotan', e preocupado. O torcedor não sabe o que a gente faz, eu escuto nas redes sociais o absurdo de dizer que eu não vou à Toca, que eu não vou à sede. Eu estou vivendo o Cruzeiro 24 horas, trabalhando, correndo atrás, lutando para que o pior não aconteça, conversando com cada jogador, cobrando deles responsabilidade, mas, acima de tudo, estou notando que não há confiança, porque ninguém suporta tanta pressão”, disse Perrella.

“Eu tenho alguns anos de futebol e eu suporto isso, sei da dificuldade. E, se acontecer o pior, coisa que não acredito, vou sair da cabeça erguida do jeito que entrei. Eu assumi uma posição de alto risco, poucas pessoas têm essa coragem. Minha família disse que eu estava tomando uma atitude de maluco, dizendo que estava jogando fora um legado de 17 anos de conquistas para tentar tirar o Cruzeiro dessa. Ou o pessoal acha que para mim isso não é sacrifício, sofrer como eu estou sofrendo, viver o que estamos vivendo?”, questionou.

Perrella ainda pediu o apoio do torcedor na reta final do Campeonato Brasileiro. “Nós precisamos da ajuda do torcedor. Faça depois (protesto), se der tudo errado. Estou falando das organizadas, não é pressão que vai nos ajudar a sair dessa. Ninguém vai jogar mais por isso. Está todo mundo pressionado, você vê o clima de velório no vestiário depois dessa partida. Nós estamos tentando reerguer o moral desses jogadores e faço um apelo: tenham paciência e confiem no trabalho. Estamos fazendo tudo para que dê certo. E eu ainda confio que vai dar. Precisamos desse voto de confiança”, disse.

O Cruzeiro perdeu para o Santos por 4 a 1, neste sábado, na Vila Belmiro. Com o resultado, o clube celeste agora precisará secar o Fluminense para não entrar na zona de rebaixamento. O time carioca enfrenta o CSA na segunda-feira, às 20h, no estádio Rei Pelé. Em caso de empate, o Flu iguala a equipe celeste com 36 pontos e ultrapassa no número de vitórias: 9 x 7.

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