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Cruzeiro reafirma renúncias de Wagner e Hermínio e diz que Granata 'retarda o início da reconstrução'; vice teme 'armação'

Advogados fazem auditoria na diretoria para respaldar saída do vice-presidente

(Foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

Em nota divulgada nesta sexta-feira, o Cruzeiro reiterou que as renúncias do presidente Wagner Pires de Sá e do vice Hermínio Lemos foram oficializadas. De acordo com o comunicado, o 2º vice-presidente Ronaldo Granata, que ainda não assinou a renúncia, “retarda continuamente o início do projeto de reconstrução do Cruzeiro, que será administrado por um conselho gestor”.

Ao Superesportes, o assessor de Ronaldo Granata, José Aparecido, questionou a existência dos documentos de renúncia assinados por Wagner e Hermínio. O assessor ressaltou a isenção de Granata nas decisões da diretoria e ainda apontou 'cheiro de armação' no caso através do presidente do Conselho Deliberativo do Cruzeiro, José Dalai Rocha, e Zezé Perrella, ex-presidente e ex-gestor do futebol do clube. 

“Os advogados estiveram lá e me parece que não tem nenhuma carta de renúncia assinada pelo Wagner e nem pelo Hermínio. Está me cheirando a armação, sabe? Ronaldo já disse que vai assinar só se os dois assinarem primeiro, porque ele (Granata) não participou da gestão. Então, não tem como ele assinar algo que ele não tem responsabilidade, algo que ele não participou. O que está acontecendo é armação do Dalai, Zezé Perrella e companhia”, declarou. 

Aparecido informou que dois advogados contratados por Granata realizam uma auditoria nos documentos da diretoria para resguardar o vice-presidente na saída do cargo. 

“Ronaldo está desconfiado que há um complô lá dentro para voltar a turma do Zezé. Mas ele não vai ser obstáculo. Ronaldo nomeou dois advogados para ver como vai ficar a saída dele, pois tem a questão dos vínculos, do patrimônio. Os advogados vão fazer uma auditoria para ver se ele corre algum risco, porque ele não participou de absolutamente nenhum ato da diretoria. Nada. Desde o dia da posse, ele foi colocado de lado e não participou de nada. Ele era excluído de tudo. Ele precisa ficar atendo em relação às responsabilidades que ele tem lá”, concluiu o assessor.  

'A um telefonema da saída' 



"Eu vi a informação das renúncias do Wagner e do Hermínio. Estou só aguardando um contato oficial do clube, do presidente do Conselho Deliberativo, para que eu possa ir até a sede administrativa. Só ligar que eu assino", afirmou o vice-presidente. 

Inicialmente, Ronaldo Granata se mostrou resistente a renunciar à vice-presidência, pois  argumentava que não era alvo das investigações da Polícia Civil contra a diretoria e, portanto, deveria cumprir o mandato até dezembro de 2020.

Entretanto, os torcedores celestes, já decepcionados com o rebaixamento do time à Série B e o descalabro financeiro do clube, colocaram Granata como alvo de protestos. Além de comparecerem à porta da sede administrativa, os cruzeirenses se dirigiram até a rua da residência do 2º vice-presidente e exigiram a saída dele do clube.

Com as saídas de Wagner Pires de Sá, Hermínio Lemos e Ronaldo Granata, o Cruzeiro passa a ter José Dalai Rocha, presidente do Conselho Deliberativo, como presidente interino. Dalai deverá convocar eleição presidencial para maio. A chapa vencedora, composta por presidente e dois vices, será empossada em junho.

Antes disso, haverá a participação de um Conselho de Notáveis formado por Pedro Lourenço, Emílio Brandi, Pietro Sportelli, Alexandre de Souza Faria, Carlos Ferreira Rocha, Jarbas Matias dos Reis e Saulo Tomaz Froes.

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