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Em dia de aniversário do Cruzeiro, funcionários vivem apreensão na Sede Administrativa; estão previstas mais de 80 demissões

Desligamentos devem começar a ser realizados nesta quinta-feira

postado em 02/01/2020 13:16 / atualizado em 02/01/2020 14:01

(Foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Funcionários dos mais diferentes setores vivem uma quinta-feira de apreensão absoluta na Sede Administrativa do Cruzeiro, no Barro Preto. No dia do aniversário do clube, estão previstas 83 demissões de funcionários que trabalham como pessoa jurídica e como pessoa física. Os primeiros relatos dão conta de que vários deles já foram informados dos desligamentos nesta manhã.

Até a publicação desta reportagem, segundo apurou o Superesportes, as demissões foram, em sua maioria, de colaboradores com baixos salários. Mas estão previstos, até o fim do dia, desligamento de profissionais do alto escalão. A assessora de imprensa institucional, Virgínia Silva, e o conselheiro Ângelo Cattabriga, muito ligado ao ex-presidente Wagner Pires de Sá e que tinha atuação na Toca da Raposa I, por exemplo, tiveram as saídas confirmadas.

A lista de demissões, que começa a ser cumprida nesta quinta-feira, foi confeccionada ao longo da última semana. Reuniões a portas fechadas determinaram a saída dos profissionais. O principal responsável pelas escolhas foi Jarbas dos Reis, integrante do Conselho de Notáveis e que já fazia parte do grupo gestor criado por Zezé Perrella, ex-presidente do Conselho Deliberativo, ainda em outubro de 2019.

A reportagem apurou que alguns diretores e chefes de departamento também serão desligados, mas, possivelmente, não nesta quinta-feira. Presidente interino do Cruzeiro, José Dalai Rocha deverá ter a responsabilidade de anunciar as demissões diretamente a esses profissionais. Como alguns deles não estão em Belo Horizonte, essas oficializações ainda deverão levar alguns dias. 

Essa é uma das primeiras etapas da reconstrução prevista pelo Conselho de Notáveis, que assumiu a administração do Cruzeiro depois das renúncias do presidente Wagner Pires de Sá e dos vices, Hermínio Lemos e Ronaldo Granata. Com dívida total em torno dos R$ 700 milhões, o grupo trabalha para enxugar a máquina e entregar um clube minimamente saneado ao próximo presidente, que assumirá em 1º de junho.

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