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Após reunião, Cruzeiro e Adidas definem seguir com parceria e agendam novos encontros

Primeiro encontro entre executivos aconteceu na manhã desta quinta-feira

postado em 09/01/2020 13:38 / atualizado em 09/01/2020 14:08

(Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)

A primeira reunião entre executivos de Cruzeiro e Adidas, na manhã desta quinta-feira, foi analisada como positiva pelo clube celeste, conforme apurou o Superesportes. O primeiro encontro não acabou com grandes definições sobre alterações no contrato, mas, inicialmente, ficou definido que a parceria com a fornecedora de material esportivo seguirá. Novos encontros já foram agendados.

Nos moldes atuais, o Cruzeiro não receberá um valor fixo da Adidas, e sim um percentual da venda da empresa aos lojistas. Esse é um dos principais pontos que o Conselho de Notáveis pretende negociar com a marca alemã. O valor por peça para o comerciante seria de R$ 120. Além disso, há royalties de 7% das lojas oficiais do clube e da empresa de comércio eletrônico Netshoes.

Segundo números obtidos pelo Superesportes, o Cruzeiro embolsará, em 2020, 24% do dinheiro proveniente de negociações das peças de fábrica. Em 2021, ano do centenário do clube, a comissão sobe para 27%

Assim, em uma camisa com preço de custo de R$ 120, o Cruzeiro tem direito a 24% - ou seja, R$ 28,80. Já o uniforme vendido pelo lojista, por R$ 249,99, a participação seria de 7% - R$ 17,50. Na somatória, poderá faturar mais de R$ 46 por camisa.

As vendas da nova coleção começaram nas lojas oficiais em 2 de janeiro, dia do aniversário de 99 anos do Cruzeiro. Torcedores formaram filaspara adquirir os produtos da Adidas. Algumas lojas tiveram seus estoques esgotados. As camisas são comercializadas a R$ 249,99, nas versões masculina e feminina, e R$ 229,99, no modelo infantil.

Fechado pelo ex-vice-presidente de futebol Itair Machado, o acordo com a Adidas é válido até dezembro de 2022, com opção de prorrogação para o fim de 2025. Em agosto, o clube antecipou royalties de R$ 2,5 milhões, a serem compensados por meio de comercialização de produtos. A projeção de arrecadação girava em torno de R$ 7 milhões no primeiro ano de contrato.

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