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Presidente do Cruzeiro garante que pagará dívida ao Al Wahda e rechaça risco de queda à Série C

Clube celeste tem débito de 850 mil euros (cerca de R$ 5,4 milhões) com o time dos Emirados Árabes

postado em 07/08/2020 10:56 / atualizado em 07/08/2020 18:40

(Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro)
O presidente do Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues, garante que o clube celeste pagará ao Al Wahda a dívida de 850 mil euros (cerca de R$ 5,4 milhões) referente ao empréstimo do volante Denilson, realizado em 2016. Se não quitar o débito, a Raposa será punida com o rebaixamento à Série C. A Fifa ainda não determinou uma data para a equipe mineira fazer o depósito. 


Por causa do calote dessa mesma dívida, o Cruzeiro começará a Série B com menos seis pontos. A Fifa exigiu a punição em 19 de maio, quando venceu ao débito. À época, o clube era administrado pelo Conselho Gestor. Para evitar nova penalidade, que seria o descenso nacional, o clube precisa solucionar o caso nos próximos meses.

"Não se preocupem, porque a gente está controlando muito bem isso. É claro que é um ponto de atenção, sem dúvida nenhuma, mas eu vi esse alarde que criou e eu falei já com a imprensa e explicamos bem. A gente perdeu os 6 pontos e a decorrência natural disso é o rebaixamento à Série C, e o Al Wahda querendo receber, fez esse pedido na Fifa", disse Sérgio Rodrigues, em live realizada nessa quinta-feira, no canal do clube no Youtube

"O Cruzeiro foi intimado a manifestar, a gente já manifestou demonstrando que tinha convocado a reunião e que agora vamos colocar o imóvel disponível para alienação e conseguir pagar essa dívida com isso, mas torcedor fique tranquilo porque isso não vai ser feito de uma hora para a outra, esse processo precisa correr ainda e ao fim a Fifa notifica o Cruzeiro em um prazo de 30 a 90 dias para poder pagar, aí sim sob pena do rebaixamento. Vocês têm o meu compromisso, da nossa diretoria, dos competentes Breno Tanuri e Flávio Boson, do nosso jurídico, que isso não vai acontecer, pode ter certeza disso", acrescentou o presidente.

O Cruzeiro lançou nessa quinta-feira o edital para a venda da Campestre II, imóvel utilizado como estacionamento de carros pelos frequentadores do clube de lazer da Pampulha, na Rua das Canárias, bairro Santa Branca, em Belo Horizonte. O objetivo da diretoria é negociar o patrimônio de 9,5 mil metros quadrados por pelo menos R$ 13.661.473,50. O dinheiro será utilizado para reduzir os passivos na Fifa.

Outros acordos na Fifa


Nessa quinta, o Cruzeiro se livrou de mais uma punição na Fifa ao pagar ao Spartak Moscou, da Rússia, 400.564 euros - R$ 2.535.551,29 - pela contratação do atacante Pedro Rocha, em abril de 2019. Em transmissão no canal oficial do clube no YouTube, o presidente Sérgio Santos Rodrigues confirmou o acerto. Dois patrocinadores ajudaram na operação: o Supermercados BH e a construtora Emccamp.

Nos últimos meses, o Cruzeiro conseguiu resolver outras pendências na Fifa. Em 28 de maio, pagou 600 mil euros (R$ 3,5 milhões) ao Zorya, da Ucrânia, pela compra dos direitos econômicos do atacante Willian, em julho de 2014. Em 10 de julho, foi a vez de se acertar com o Tigres, do México, pela aquisição de Rafael Sobis, em junho de 2016. Embora não revelado devido a uma cláusula de confidencialidade, o valor estava na casa de R$ 17,2 milhões. A Raposa obteve desconto dos mexicanos e abateu mais de 90% do passivo.

Há uma semana, em 30 de julho, Sérgio Rodrigues anunciou acordo com o Independiente del Valle, do Equador, para parcelar em 18 vezes a dívida da aquisição do zagueiro Kunty Caicedo, em dezembro de 2016. Segundo apurou a reportagem, a soma dos valores - considerando multas, juros e encargos - chega a R$ 10,2 milhões. As cifras não foram oficialmente confirmadas devido ao pedido de sigilo dos equatorianos.

Em reunião com conselheiros na segunda-feira (3), Sérgio também revelou que o Cruzeiro transferiu para o Unión Flórida, da Argentina, dinheiro de mecanismo de solidariedade da Fifa pela formação do centroavante Ramón Ábila. Além disso, o clube estima gastar R$ 2,3 milhões de custas processuais na entidade máxima do futebol. Com a resolução do caso de Pedro Rocha, a Raposa supera R$ 30 milhões em abatimento de dívidas por contratações.

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