Capitão da seleção comandada por Ricardo Gareca, Guerrero até teve chances de marcar, mas não se deu bem. Em uma delas, perto do fim do jogo, o atacante recebeu com liberdade dentro da área, chutou cruzado e, após a bola passar pelo goleiro Alisson, o zagueiro Gil – ex-companheiro de Corinthians – tirou em cima da linha. Assim, o atacante que foi artilheiro da Copa América segue amargando duro jejum.
“Me estudaram muito bem, me marcaram e não me deixaram livre durante o jogo. Se eu tivesse marcado naquela ocasião, aproveitando a chance, ia ter recuperado a confiança. Fora o resultado, a entrega de todos foi essencial”, reconheceu o camisa 9, que agora vê o Peru na penúltima colocação das Eliminatórias e terá que esperar até a rodada de março para tentar reverter a situação.
Isolado entre os zagueiros Miranda e Gil, e seguido de perto também pelo volante Luiz Gustavo, Guerrero viu seu espaço restrito no campo de ataque. Apesar de reconhecer a boa marcação do adversário, também reclamou com relação às faltas que, segundo ele, sempre que cometidas em Neymar são marcadas pela arbitragem. No jogo da Fonte Nova, Neymar recebeu sete de doze faltas cometidas pelos peruanos.
“Empurram o Neymar, o tiram com o corpo, e o árbitro marca tudo. Quando batem em mim, me empurram, nada é marcado. Vejo que isso acontece com o outro, mas não comigo, e isso me frustra”, admitiu o peruano após ter reclamado da omissão da arbitragem também no Brasileirão. Se não marca pelo Peru há mais de um mês, o jejum com a camisa do Flamengo está instalado há quatro meses, desde 18 de julho.