Futebol Internacional

BOLA DE OURO

Luis Enrique desbanca Joseph Guardiola e Jorge Sampaoli e fatura o prêmio de melhor técnico

Treinador do Barcelona levou a premiação depois de uma temporada quase perfeita

postado em 11/01/2016 17:12 / atualizado em 11/01/2016 17:18

 AFP / PATRIK STOLLARZ

O sucesso do Barcelona no ano de 2015 refletiu na escolha do melhor técnico do mundo pela Fifa, anunciada na festa de gala da entidade nesta segunda-feira, em Zurique. O prêmio ficou com o espanhol Luis Enrique, que comandou o clube catalão em sua temporada praticamente perfeita. Ele alegou compromissos profissionais e não esteve presente na festividade.

Ex-jogador do próprio Barcelona, Luis Enrique retornou ao time catalão para comandá-lo no início da temporada passada, vindo do Celta de Vigo. O treinador enfrentou alguns problemas no início, principalmente por conta de uma suposta crise no vestiário com Lionel Messi, mas contou com o talento do próprio Messi, Neymar e outros para se recuperar.

Como resultado, teve uma temporada praticamente perfeita. Em seus primeiros 18 meses no cargo, conquistou cinco dos seis títulos que disputou: o Campeonato Espanhol, a Copa do Rei, a Liga dos Campeões, a Supercopa da Europa e o Mundial de Clubes. Foi derrotado somente na Supercopa da Espanha pelo Athletic Bilbao, mas nada que tenha manchado esta incrível caminhada dele à frente do Barcelona.

Por conta deste ótimo desempenho, Luis Enrique superou a concorrência de outros grandes nomes para ficar com o prêmio de melhor técnico do ano. O elogiado Pep Guardiola, campeão alemão com o Bayern de Munique em 2015, e Jorge Sampaoli, responsável por levar o Chile a seu primeiro grande título da história, na última Copa América, foram os derrotados. Luis Enrique teve 31 08% dos votos, contra 22,97% de Guardiola e 9,47% de Sampaoli.

MELHOR JOGADORA DO MUNDO

A vencedora do prêmio de melhor jogadora do mundo em 2015 foi a norte-americana Carli Lloyd, que se consagrou na esteira do título mundial que os Estados Unidos conquistaram no ano passado. Ela recebeu 35,28% dos votos, contra 12,60% da alemã Celia Sasic, segunda colocada, e 9,88% da japonesa Aya Miyama, outra finalista da premiação.

"É uma honra, isso é um sonho desde que iniciei minha jornada com a seleção nacional. Celia e Aya também são jogadoras maravilhosas e verdadeiramente mereciam este prêmio. Quero agradecer Jill (Ellis, treinador da seleção feminina), à comissão técnica e a todos que me apoiaram", ressaltou Lloyd ao receber o prêmio.

A brasileira Marta, cinco vezes ganhadora desta honraria, ficou fora do grupo das finalistas da premiação feminina pela primeira vez em 12 anos.

FUTEBOL FEMININO

Na disputa pelo prêmio de melhor comandante da modalidade, Jill Ellis foi a escolhida. Única mulher na disputa, a comandante da seleção norte-americana deixou para trás Norio Sasaki, treinador do Japão, e Mark Sampson, da Inglaterra. Ela teve 42,98% dos votos, contra 17,79% de Sasaki e 10,68% de Sampson.

"É incrível fazer parte de uma família tão incrível no futebol. Isso certamente representa muitas pessoas, nossas jogadoras e capitãs, nossa comissão nos Estados Unidos. A eles, minha sincera gratidão pelo esforço e a crença na equipe", declarou a treinadora.

PRÊMIO FAIR PLAY

A Fifa foi política ao escolher quem receberia o Prêmio Fair Play, dado a quem "honra as outras instituições ou pessoas por sua esportividade e fair play", como definiu a entidade. E os escolhidos foram todas as organizações de futebol que apoiaram os refugiados.


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