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Após prisão, justiça paraguaia libera Nicolás de la Cruz, atacante do River Plate

Jogador ficou preso por algumas horas pelo suposto crime de violência contra dois policiais em 2016

postado em 28/08/2019 17:29 / atualizado em 28/08/2019 17:58

<i>(Foto: Diego Haliasz / Prensa River)</i>
A Justiça paraguaia libertou o jogador Nicolás de la Cruz, do River Plate, nesta quarta-feira, depois de mantê-lo preso por algumas horas pelo suposto crime de violência contra dois policiais em 2016.

O uruguaio, de 22 anos, está à disposição do técnico Marcelo Gallardo para a partida contra o Cerro Porteño pelo jogo de volta das quartas de final da Copa Libertadores, na quinta-feira. O primeiro duelo, em Buenos Aires, foi vencido pelos atuais campeões por 2 a 0.

O juiz Alcides Corbeta explicou em uma entrevista coletiva que "o mandado de prisão foi levantado aplicando uma medida alternativa à prisão: liberdade ambulatorial". No entanto, ele disse que "o processo judicial continua e o jogador de futebol terá que comparecer para assinar um livro de bom comportamento a cada três meses em instalações do consulado do Paraguai em Buenos Aires, além de levar um cheque caução de 50 milhões de guaranis (aproximadamente R$ 35,2 mil), sob responsabilidade de seu advogado de defesa e do presidente do River Plate, Rodolfo D'Onofrio".

Oscar Tuma, advogado do jogador, disse que antes de 28 de dezembro, quando a promotoria deve apresentar a confirmação das acusações, pedirá que ao juiz Corbeta que "liberte definitivamente o cliente do processo atual". De la Cruz não deu declarações.

O jogador foi preso na terça-feira no hotel onde o River estava hospedado e transferido para a Unidade de Coexistência do Ministério Público para prestar depoimento, informou o comissário Rubén Paredes, porta-voz da polícia. O jogador concordou com o mandado de prisão e foi acompanhado pelo presidente do River e por um advogado paraguaio.

Em 14 de fevereiro de 2016, De la Cruz foi expulso em uma partida disputada por seu time anterior, o Liverpool, do Uruguai, contra o São Paulo, pela final da Copa Libertadores Sub-20, vencida pela equipe brasileira por 1 a 0. Após o fim do jogo, no túnel que leva para os vestiários, o jogador, que foi expulso, e outros quatro companheiros de equipe (Oscar Nicolás Cáceres Núñez, Santiago Nicolás Laport Trinidad, Emanuel Fanut González Da Luz e Lautaro Valentín De Amores Espino) agrediram dois policiais, de acordo com Emílio Fúster, promotor que ordenou a prisão.

Dentro de campo, o River Plate venceu, por 2 a 0, o Cerro Porteño no primeiro duelo das quartas de final da Libertadores, em Buenos Aires. Deste forma, equipe argentina pode perder por até um gol de diferença que estará classificada para a semifinal.

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