Futebol Nacional

Tem que vencer fora também

Marcelo Oliveira alerta os jogadores do Cruzeiro que é necessário conquistar mais pontos longe de seus domínios, assim como tem acontecido em casa, para seguir bem na tabela

postado em 05/08/2013 08:40

Alexandre Guzanshe EM DA PRESS
Com uma campanha irrepreensível em casa – são 13 vitórias seguidas desde o retorno ao Mineirão –, o Cruzeiro precisa manter desempenho semelhante longe de seus domínios se quiser permanecer entre os primeiros colocados. É o que defende o técnico Marcelo Oliveira, levando em consideração o equilíbrio do Campeonato Brasileiro. O time perdeu a liderança do Nacional ontem, depois da vitória do Botafogo sobre o Vasco por 3 a 2, que colocou o Fogão na ponta. Por ironia , a Raposa terá, agora, que torcer pelo maior rival, o Atlético, que encara o time carioca na quarta-feira. O desempenho longe da China Azul ainda não é dos melhores. Em 15 jogos, somou apenas cinco pontos e venceu somente uma vez. Nessa campanha, balançou as redes rivais apenas sete vezes. Em casa, foram 16. Para uma equipe que tem o melhor ataque da competição (23 gols no total), os números precisam ser mais equilibrados.

Por isso, o treinador está preocupado com o excesso de chances desperdiçadas por seus comandados longe do gigante da Pampulha. Ele espera corrigir a falha já para o confronto de quarta-feira, contra o Criciúma, às 19h30, no Heriberto Hulse, pela 12ª rodada. A delegação embarca no fim da tarde de hoje para Santa Catarina.

Para Marcelo Oliveira, a regularidade também é fundamental para a equipe retomar a confiança dos torcedores. “Esperamos que essa parceria (torcedor e time) permaneça, porque em um campeonato difícil como o Brasileiro é fundamental ter um bom aproveitamento dentro de casa. E, consequentemente, isto nos dá confiança e força para também buscar resultados bons fora de casa.”

Por opção, Marcelo pode mudar o time pela primeira vez depois de quatro rodadas. O volante Nilton sente o desgaste da sequência de jogos e pode ser poupado. Segundo Oliveira, o clube tem um grupo de qualidade, o que lhe dá possibilidade administrar o problema em partidas contra adversários, em tese, mais frágeis tecnicamente. “Nesta fase do Brasileiro, quando os jogos são muito frequentes, todos os jogadores cansam muito, os jogos são muito corridos, e aí entra a questão do elenco. Se você tem um elenco qualificado, forte, você pode trocar uma ou outra peça, administrar treinamento ou a escalação para que a gente continue forte.”

Ele estaria atendendo uma determinação médica e fisiológica. “O Nilton entrou para o jogo (contra o Coritiba) já com um desgaste físico muito grande. Ele jogou quase todas as partidas, só ficou de fora contra Atlético-GO e de um jogo contra o Villa Nova. Vamos estudar porque a recomendação do fisiologista e médico é que tenha um cuidado especial para ele não estourar, para ele não ter uma contusão e ficar um tempo maior em recuperação. Pode ser que ele fique fora.”


Estrelada...

Agora é com o jogador
O Cruzeiro aceitou a oferta do Atlético-PR por Anselmo Ramon. Segundo o presidente Gilvan de Pinho Tavares, o time celeste aguarda somente o acerto entre o atacante e o Furacão. O mandatário celeste não confirmou valores, mas comenta-se que o time paranaense ofereceu R$ 3 milhões por 40% dos direitos econômicos do jogador. Se confirmada a transferência do atleta, o time celeste ficará com 31 jogadores, número considerado o ideal pelo técnico Marcelo Oliveira.